Inteligentes, sejam felizes!

Como alcançar a felicidade?

  TUDO que existe foi criado por Deus, a fim de glorificá-lo. Esbanjando luz e calor sobre a Terra, o Sol mantém a vida de tudo que é vivo. E ainda proporciona dois belos espetáculos diários: um na chegada, outro na saída.

 Quem tem olhos para ver, percebe nisso a grandeza de Deus, concluindo que o Astro Rei cumpre, assim, com a finalidade para a qual foi criado.

O Sol se põe: missão cumprida

 O mesmo pode-se dizer das multidões de corpos celestes espalhados pelo espaço sideral, bem como dos minerais em geral.

 E o mundo vegetal? Quanta diversidade. Desde uma plantinha sem tamanho e sem nome, até uma sequoia de 128 metros!

 Não é diferente com os animais, sejam eles aéreos, terrestres ou aquáticos.

  Como esses seres dão glória a Quem os criou?

 É o Mons. João Scognamiglio Clá Dias que nos explica: eles glorificam a Deus “pelo simples fato de existirem e trazerem em si reflexos do Criador, como canta o Eclesiástico: ‘A obra do Senhor está cheia de sua glória’ (42, 16).

 “Entretanto, o dever de tal glorificação cabe em especial às criaturas inteligentes ─ Anjos e homens ─, por serem capazes de honrar a Deus por amor, de modo consciente, livre e voluntário” (O inédito sobre os Evangelhos – vol. VI – p. 194).

  O que faço eu, então?

 Deus é misericórdia, não é? Conhecendo, amando e servindo a Ele, eu pratico as virtudes cristãs e fico em condições de promover a Sua glória nesta Terra. Feito isto, eu alcanço a felicidade possível. Em posse desta felicidade, eu glorifico a Deus e, glorificando-O, encontro minha suprema felicidade, a celeste (cf Pe. Royo Marín).

 Concluindo este raciocínio, Mons. João afirma que as almas possuidoras desta alegria, têm o desejo de transmiti-la aos semelhantes. Surge, então, o complemento da verdadeira felicidade: fazer o bem às pessoas, levando-as “a participar das alegrias da virtude, nesta Terra, rumo às eternas alegrias do Céu” (Idem, p. 195). #