Santa Cunegundes da Polônia

24 de julho

Lutas e virtudes de uma rainha e monja

  SÉCULO XIII, tempo de santidade. Até nos palácios. Santa Cunegundes (1224-1292) é filha do rei da Hungria, irmã da Beata Iolanda e de Santa Margarida, mãe do rei Santo Estêvão e avó do rei Santo Américo. Quatro parentes próximas dela são canonizadas, incluindo a famosa padroeira dos endividados, Santa Edwiges.

 Casada com Boleslau, futuro rei da Polônia, teve papel importante na evangelização do país. Mulher de contrastes: vida austera, visitava pobres e enfermos, fazia penitências e participava da Ordem Terceira de São Francisco.

Santa Cunegundes

 Ajudando o rei no governo, inclusive em assuntos de defesa, era solícita para com o povo. Promoveu resgate de prisioneiros de guerra. Empreendeu construção de casas religiosas. Até a descoberta e exploração de sal gema perto de Cracóvia se deve a ela.

 Quando Boleslau desceu ao túmulo, Cunegundes poderia ter subido ao trono. Mas preferiu a vida religiosa, onde ingressou para servir e não para ser servida: “sou apenas uma irmã a mais neste convento”. Mas devido à sua santa conduta, foi eleita abadessa.

 O século XIII é também tempo de guerra. Em 1287 uma invasão no território polonês obrigou as religiosas a fugir do convento. Capturadas, as 70 monjas se lançaram aos pés da abadessa. Uma força invisível deteve os invasores: milagre! Outros fatos extraordinários foram operados por esta santa rainha.

 No dia 24 de julho de 1292 faleceu com 68 anos, sendo antes privilegiada com a aparição de São Francisco de Assis (1181-1226). Canonizada em 1999, ela é padroeira da Polônia e da Lituânia.

 A Europa conta com outras santas chamadas Cunegundes ou Cunegunda, cujo significado é: “de estirpe guerreira”. #