Maio mariano

Relembrando o mês de Maria

Há nove séculos, na Europa, começava o costume de se dedicar cada dia de um mês inteiro para honrar a Virgem Mãe de Deus, e era chamado de tricesimum (trigésimo). Costume esse que a Bíblia e as estações do ano não estão alheias.

Escolhido para ser o povo de Deus (cf Jer 32-38), mas convivendo por longos séculos com a vizinhança de nações pagãs, chegou até a adorar demônios… Enfrentou terríveis invernos — exílios, escravidão, guerras — até chegar a primavera da Redenção, prometida por Deus aos patriarcas e profetas. E esta só foi possível por causa de Maria, ao aceitar ser Mãe do Homem-Deus, Jesus Cristo, que, morrendo na Cruz, nos facultou a eterna vida.

Maio, o eleito Como na Europa a primavera é em maio, este foi eleito o mês de Maria. Daí as variadas comemorações — ditadas pelo fervor do povo — como recitações do rosário, procissões, coroações de imagens da Virgem, tudo com bonitos cânticos e grande alegria.

Tratava-se geralmente de eventos paroquiais, em que as diversas associações se ofereciam para organizar — cada uma em um dia — as cerimônias pertinentes. E não é de se estranhar a existência de sadias emulações entre esses conjuntos de devotos.

Diariamente, por volta das 19 horas, havia ladainhas de Nossa Senhora, Ave Marias, cânticos ao Santíssimo Sacramento participados por uma igreja talvez lotada de fiéis, dependendo do empenho dos encarregados daquela noite.

Bênção com a Hóstia O momento culminante da cerimônia acontecia quando o sacerdote se voltava para o povo, tendo nas mãos o ostensório sob a forma de sol com raios de ouro, dentro do qual estava o Santíssimo Sacramento, e, diante de todo o povo ajoelhado, dava a bênção, voltando-se com a Hóstia Sagrada para todos os lados. A igreja ficava tomada pelo perfume do incenso, largamente utilizado durante a bênção. O povo ia saindo, as luzes iam sendo apagadas pelo sacristão, mas uma atmosfera abençoada acompanhava os devotos, convidando-os a voltar no dia seguinte. #

 

O Sol numa guerra bíblica

Para operar a Redenção

da Humanidade, Deus elegeu um povo

e protegeu-o contra seus violentos adversários

  PRÉ-HISTÓRIA do Cristianismo e história do povo hebreu, epopeias entrelaçadas. Com muitos milagres, inclusive militares. Na fuga do Egito as sete terríveis pragas, o Mar Vermelho engolindo guerreiros, o maná caindo do céu, as fontes de água em pleno deserto. Há desentendimentos, revoltas, mortes. Com exceção de Josué e Calebe, toda a geração saída do Egito dorme naquelas areias quentes. Nem o libertador Moisés chega ao destino.

     Após 40 anos os hebreus – nascidos durante a caminhada – chegam à tão esperada Terra Prometida, que agora tem de ser conquistada, por ordem de Deus. É uma guerra santa, portanto, com vitória garantida.

     Toques de trombetas derrubam muralhas de Jericó e chuva de pedras destroça exército inimigo. É o cartão de visita.

     Sol na batalha – Mas os reizinhos da região não gostaram desta conversa. Com unhas e dentes defendem o seu pedaço. Cinco reis fazem uma aliança para a vida ou para a morte. E acontece o pior para eles porque os israelitas avançam com muita fúria e fé.

… o dia em que o Sol parou …

     Notando que a escuridão noturna iria impedir o prosseguimento da jornada, Josué, o chefe, faz uma prece, e Deus atende: durante quase um dia inteiro o Sol parou e a batalha continuou (cf Livro de Josué 10, 11-14).

     Este estupendo milagre tornou possível a conquista de mais algumas cidades, consolidando o domínio hebreu na região.

    Confirmações – A propósito desta narração de um fato tão espetacularmente milagroso, cientistas israelitas chefiados pelo Dr. Hezi Yitzhak, da Universidade Ben-Gurion, descobriram que o fenômeno realmente aconteceu, e até detectaram o dia e a hora do mesmo.

     Do lado de cá da Terra, estudiosos da História nos brindam com um fenômeno em sentido contrário que completa o que aconteceu no lado de lá.

     No Oriente Médio o Sol não se pôs por cerca de vinte horas. No Peru o Sol não se levantou pelo mesmo período de tempo. Ou seja, a noite não terminou na hora de costume, e o Sol nasceu com vinte horas de atraso (cf Everton Alves). #