Prece de 7 bilhões

 

Enfrentando o desafio da

pandemia

Deus Pai Onipotente, fostes Vós que fizestes o universo visível e o invisível. Criastes os humanos “à Sua imagem e semelhança” (cf Gn 1, 26-27), destinando-lhes uma morada paradisíaca, com as diversas criaturas convivendo em paz.

Com o pecado de Adão entraram nesse paraíso a revolta, o trabalho, a doença, a morte. Vieram a agressividade das feras, o veneno das serpentes, dos escorpiões ─ inimigos externos relativamente fáceis de se evitar. E chegaram as pragas!…

Agora veio também um batalhão de criaturinhas invisíveis ao olho humano, os vírus, que especialistas e autoridades globais não chegam a um acordo para eliminá-los, mal conseguindo colocar rótulos: novo coronavírus? gripezinha? vírus chinês? covid19?… 

Portanto, sobre cada um dos sete bilhões de habitantes, paira a perspectiva de ficarmos mascarados e/ou confinados, lamentando o cortejo fúnebre de entes queridos, e à espera da nossa vez… Até quando? 

Ó Senhor Deus Uno e Trino — Pai, Filho e Espírito Santo —, pedindo perdão por nossas faltas, Vos suplicamos, confiantes na intercessão da Santíssima Virgem Maria:

Senhor, salvai-nos para não perecermos!

(cf Mateus 8, 25). #

Os “quatro D” e a confiança

Doença trouxe paz à família. Como foi? 

Padre francês explica.

O assunto em epígrafe originou-se num almoço que participei com três pessoas de minhas relações, acostumadas a ouvir lamentações: um padre, sua irmã que é médica e um agente de empregos. Os quatro amigos concordamos que as fontes das quais brotam as dificuldades mais frequentes do ser humano, podem ser sintetizadas nestas palavras: demônio, desemprego, desavença, doença. E resolvemos batizar o fruto de nossa concordância como quatro D.

Como agem esses elementos?

É assim: um deles ─ qual pode ser? ─ provoca uma rixa na empresa, e José perde o emprego. Em casa começa faltar o essencial ─ “onde falta pão, todos brigam, e ninguém tem razão”. Se aparece uma doença complicada ─ o 4º elemento ─, está formada aquela encrenca na família, antes tão feliz.

Mas, o experiente sacerdote surpreendeu a nós três, leigos, ao afirmar que a solução pode partir de um dos elementos citados. Mas não conseguimos chegar a um consenso.

Ante o impasse, explicou que os familiares, para socorrer a pessoa doente, tendem a esquecer as rixas. E se os recursos da medicina se tornam impotentes, começam a recorrer ao Onipotente, com joelhos em terra e mãos ao alto (voluntariamente, sem coação). É a oração que vem visitar aquele lar, trazendo a tiracolo duas amigas: a esperança e a confiança. 

Razões consistentes – Achamos genial a afirmação, e pedimos ao padre para fundamentá-la, o que ele fez com muito gosto, resumidamente, é claro.

Faz parte de nossa Fé, que Deus nos criou para a felicidade sem fim; que Ele sabe tudo de que necessitamos. Inclusive nos ensinou a pedir, todo dia, o pão para nosso sustento. Ou seja, tudo que precisarmos, tanto para a alma quanto para o corpo. Afinal, somos mais importantes que os pássaros do céu e os lírios do campo, que Deus sustenta e embeleza prodigamente.

São Mateus (6, 28-33) nos transmite esta garantia cristã: desde que procuremos primeiramente o Reino de Deus e sua justiça, Ele provê com largueza as necessidades dos humanos. Pode haver prova maior do que a exuberância da Criação?

Estando convictos disso, o José e a família verão que suas preces tomam consistência. Percebem que estão se dirigindo ao Todo Poderoso, conhecedor de suas aflições, e desejoso de dar o que pedem. É só confiar.

E poderão dizer com São Tomás de Aquino, que a confiança é uma esperança fortalecida por sólida convicção.

Nós solicitamos então ao competente sacerdote para nos passar por escrito o que acabava de expor. Ele disse que não precisava, pois tudo isso e muito mais já está magistralmente consignado nas 120 páginas de “O Livro da Confiança”, do monge francês Abbé Thomas de Saint Laurent, que ele conseguiu na livraria Lumen Católica. Para coroar a conversa, tomamos um delicioso ‘café au lait’.

Bem cultivada a semente da confiança, de que qualidade será a árvore que dela nascer? Com certeza, poderá alcançar o Paraíso!