Menina-mártir Cristina de Bolsena

 

Consignada na Bíblia a causa da perseguição
religiosa sofrida pela santa

A CIÊNCIA SOCIAL que estuda coisas antigas para que os vivos fiquem sabendo como viveram e morreram os mortos, é chamada de arqueologia. Objetos antigos noticiam aquilo que a escrita não registrou. Portanto, é uma ciência que ajuda a História. Planejadas por arqueólogos ou fruto do acaso, as descobertas acontecem no fundo dos mares ou debaixo da terra. Os dinossauros, os faraós e suas múmias que o digam. Mas, sobretudo os santos mártires católicos, que desprezaram a vida que passa, a fim de alcançar a que não passa.

 No século XIX pesquisadores confirmaram a existência de Santa Cristina, uma virgem e mártir do século III, portanto 1600 anos depois. A devoção a ela está documentada em mosaicos da igreja de Santo Apolinário, construída em Ravena no século VI, provando assim que a mártir já era venerada como santa nessa época.

 Os arqueólogos acharam também um cemitério soterrado, onde estava sua sepultura, além de quadros de grandes pintores que deixaram testemunhos sobre ela. Outro achado são textos em grego e em latim contando as torturas e o martírio, aos 12 anos, em Bolsena, Itália, no ano 300.

 O acontecido com Cristina estava previsto por Jesus em Mateus 10, 21. Urbano, seu pai, era oficial do Império Romano, pagão e tinha ódio furibundo contra os cristãos. Ciente da conversão da filha, quis obrigá-la a renunciar ao Cristianismo. Mandou trancá-la numa torre juntamente com algumas servas pagãs.

 Pagãs também eram as estátuas de deuses ─ aqueles “que têm boca mas não falam, têm olhos e não vêem” (cf Salmo 115, 4-7) ─ que infestavam a dita torre. Mas veja o que fez a valente Cristina, para reafirmar sua fé em Cristo: reduziu a cacos as estátuas, separando antes as joias para jogá-las pela janela a fim de serem apanhadas pelos pobres.

 Ao saber destes fatos, Urbano ─ sem nenhuma urbanidade e com muita ferocidade ─ deu ordem a seus capangas para chicotear sua filhinha e trancafiá-la num cárcere. Não obtendo sua apostasia, colocou-a nas mãos de juízes impiedosos.

 Mas estes tiveram seu trabalho inutilizado pelos Anjos santos, que sustentaram a mártir. Torturas, afogamento, grade quente, fornalha ardente, flagelação, cobras venenosas ─ nada disso alcançou o objetivo. Então a mataram com flechadas. Provou assim ser cristina não só no nome.

 Mas antes disso, seu pai recebeu a paga, tendo uma morte súbita.

 Sua festa religiosa é no dia 24 de julho. É padroeira de Bolsena e de Palermo, na Itália, e de Tendais, em Portugal. Na capital paulista tem uma paróquia em seu nome no Parque Bristol. O site da Basílica do Carmo, de Campinas, traz mais dados interessantes sobre esta menina-mártir.

 O nome Cristina é muito popular, bem como os apelidos Tina e Cris. 

 

ORAÇÃO A SANTA CRISTINA

Deus Pai Onipotente, ouvi a súplica que faço por intermédio da virgem Santa Cristina, pois sei que os Santos, por determinação Vossa, estão sempre prontos a nos ajudar.

Que ela ─ sendo tão jovem, tanto Vos agradou por sua castidade e fé heroicas, testemunhando com o martírio Vosso poder ─ alcance a graça que tanto necessito: (faça o pedido)Eu Vos peço por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. 

 

Santo Expedito, militar e mártir

19 de abril

Padroeiro das causas urgentes

e dos militares

  BEM no início do século IV, Expedito era comandante da 12ª Legião Romana (composta em sua maioria por cristãos), sediada na Armênia.

 Era uma das mais gloriosas legiões do império, conhecida como a fulminante, devido à façanha que a tornou célebre: o imperador Marco Aurélio junto com a 12ª Legião foram cercados pelos bárbaros.

 Os soldados ajoelharam pedindo a Deus que os salvassem. Subitamente, raios e granizos caíram sobre os inimigos com tal violência, que estes fugiram em pânico. A Legião estava salva e vencedora.

Santo Expedito vencendo a tentação

 “Expedito” era seu apelido, pois exprimia muito bem suas qualidades: presteza e prontidão.

 Quando resolveu receber o Batismo, uma tentação se manifestou em forma de corvo, que gritava “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!” Mas Expedito pisou o corvo e gritou: “Hodie! Hodie!”, ou seja, “Hoje! Hoje!” E assim agiu.

 Por isso ele é patrono de todas as pessoas que querem deixar as vias do pecado, do vício, da discórdia, da ira, da inveja, da impureza… E que as quer deixar logo, imediatamente. E não, como sugere o demônio: amanhã, depois, mais tarde, nunca!

 Por ser cristão, esse valente guerreiro foi martirizado no dia 19 de Abril de 303, sendo imperador o sanguinário Diocleciano.

 A devoção a Santo Expedito começada no século VII, está hoje espalhada por vários países. #