Igreja Católica, campeã da caridade

Tendo como finalidade principal salvar almas,

ela é a mais antiga instituição e

a maior família religiosa do Planeta,

com 1,2 bilhão de adeptos

  NOTÍCIA é um produto que nunca falta no shopping da informação. Boas ou más, verdadeiras ou falsas (fake news), elas abarrotam as prateleiras, estejamos em tempo de vacas gordas ou de vacas magras. O difícil é o cidadão comum fazer o julgamento e formar sua opinião. Muitas coisas que merecem maior atenção, acabam ficando esquecidas, pois se perdem na inflação noticiosa.

 Uma delas é, seguramente, a atuação social da Igreja Católica. É a mais antiga instituição do Planeta, com 1,2 bilhão de seguidores, constituindo, em escala mundial, a maior família religiosa e a maior instituição caritativa.

 Devido à enorme pulverização de suas instituições, presentes até nas mais remotas capilaridades das populações, torna difícil o trabalho das estatísticas.

 Mas não impossível. O “Anuário Estatístico da Igreja”, última edição, informa que ela administra mais de 115.000 institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo, assim distribuídos:

 5.167 hospitais;

17.322 dispensários;

15.700 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes;

10.124 orfanatrófios;

11.596 jardins da infância;

14.744 consultórios matrimoniais;

 3.663 centros de educação e reeducação social;

 648 leprosários;

36.386 instituições diversas. 

 Com esses números, a Igreja Católica merece ser considerada um parceiro importante na prestação de serviços de saúde às nações menos favorecidas.

 Se voltarmos os olhos para a instrução e a educação, vemos a Igreja administrando no mundo:

68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos;

92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos;

42.495 escolas superiores médias com 17.114,730 alunos.

(Fonte: Site da Arquidiocese de Belém – PA)

 A estes dados poderiam ser acrescentadas muitas informações, relacionadas especificamente com a atividade espiritual, como Missas, sacramentos etc. Pois todo esse esforço tem como fundo de quadro o amor desinteressado ao próximo, com vistas à salvação eterna.

 O que as estatísticas nunca poderão informar são os resultados finais da atuação católica, pois estão guardados a sete chaves nos cofres dos segredos divinos: quantas almas foram salvas? Saberemos no Céu! #

Badalando há 5 mil anos!

“O sino foi o primeiro veículo de comunicação

de massa da humanidade” (Alex Periscinoto, publicitário)

 

É um ‘personagem’ antigo, misterioso quanto à origem, mas simpático. Dizem que ‘nasceu’ no Oriente, por volta do ano 3.000 antes de Cristo. Mas só no século VI surge no Ocidente, onde fica muito popular, passando a habitar em altas torres, de onde se comunica com todo mundo através do badalo. Essa peça dá origem ao verbo das rodas sociais: badalar. Os romanos o chamam de tintinábulo. Mas o nome que prevalece é sino, que em latim (signum) significa sinal.

Do paganismo ao CristianismoCom efeito, tem-se notícia dele na China, 2.300 anos antes de Cristo, e na Babilônia, setecentos anos antes.

O certo é que nos anos 700, ele chega a Roma, onde a Igreja Católica o acolhe, colocando-o em seus templos, para alegria do bom povo de Deus. Seu uso se espalha quase tão rápido quanto seu belo e variado bimbalhar.

Em 200 anos todas as igrejas, conventos e até alguns edifícios públicos têm seu campanário ou torre sineira. Alguns têm até carrilhões.

Vindo pagão do Oriente, o sino recebe de um bispo uma bênção especial – que alguns chamam impropriamente de ‘batismo’ – com direito a nome, padrinho e madrinha.

Essa bênção confere ao seu som alguns poderes: afastar as potências que podem prejudicar o homem e seus bens, como demônios, raios, granizos, tempestades, animais ferozes e espíritos de destruição.

A sua missão está bem definida na inscrição do sino da Catedral de Westminster: Vivos voco, mortuos plango, fulgura frango – chamo os vivos, choro os mortos e afugento os raios.

Função social do sino – É bom lembrar que estamos numa época em que a comunicação mais rápida é a do cavaleiro-arauto, que – vindo de longe – chega na praça, faz sua proclamação, e os que o ouvem saem espalhando a novidade, de boca a ouvido.

E um dos que ouvem – lá do alto da torre da igreja – é o sino, que divulga as notícias a seu modo. Cada toque tem significado próprio, e todo mundo conhece sua voz, inclusive os camponeses. É quase um ser vivo a se comunicar com a cidade ou aldeia, através de suas angélicas badaladas.

Alarme! O que será? O povo já sabe: são inimigos que estão vindo lá longe em fogosos corcéis. Ou é um incêndio em tal região da cidade.

Ao marcar as horas, ele regula as atividades do dia a dia.

Lembra ao povo as obrigações para com Deus, chamando para a Missa e a oração.

Espalha alegria quando há festas ou fatos jubilosos como a eleição do Papa. É um dos principais fatores de júbilo nas comemorações do nascimento de Jesus.

Entretanto, fica triste quando morre alguém, e anuncia, com toques característicos, que faleceu um homem ou uma mulher. Mas, sendo criança até 7 anos, os toques são alegres, para comemorar a entrada daquela inocência no Paraíso!

Na Sexta Feira Santa é tão grande sua tristeza que emudece e cede lugar à matraca. Mas expande alegria redobrada na manhã da Ressurreição!

Por outro lado, quantas vezes é incompreendido, e tem de ficar mudo, ou até descer da torre…

Se necessário, ele se imola em defesa da Igreja e da pátria, deixando-se fundir para ser transformado em canhão… Quanta lição isso encerra!

O universo sineiro – Das grandes catedrais às pequenas capelas, dos conventos às escolas, onde há ajuntamento de gente, aí está o sino. Em prefeituras, parlamentos. Ora sozinho, ora acompanhado de outros, de tamanhos e sonoridades diferentes.

Tem mais de 23 sinos afinados e sincronizados por um teclado? Então trata-se do maior instrumento musical do mundo, o carrilhão.

Apesar dos incômodos e incertezas, acompanha os viajantes nos navios e até nos trens “Maria Fumaça”, badalando, festivo, ao aproximar de uma estação.

‘Globalizado’ antes mesmo dessa expressão adquirir cidadania, sino é bell na língua inglesa, cloche na francesa e glocke na alemã. Italianos e espanhóis o chamam de campana, o que dá origem a campanário e campainha. Como se vê, estes três vocábulos vêm de Campânia, região italiana. †

Fontes consultadas:

http://reporterdecristo.com/o-sino-do-angelus-simbolismo-e-efeitos-beneficos

www.basilicadocarmocampinas.org.br

www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-relogi

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Sinos da Catedral de Notre Dame de Pariscique aqui