Grande obra de duas moças

Depois da tempestade napoleônica, a brisa

refrescante das ordens religiosas

 Atual, pequena e acolhedora cidade de Lóvere, que no século XIX é um viveiro de iniciativas impulsionadas pela caridade católica: abrigos, escolas, hospitais, orfanatos. Pois a Península acaba de ser pisoteada pelas botas de Napoleão Bonaparte, deixando um rastro de destruição, à maneira de um furacão, tão violento que fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava naquele vento” (I Reis 19, 11).

  Mas, “depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira” (I Reis 19, 12). Aí estava o Senhor. Aí está a Igreja Católica, sempre solícita em socorrer seus filhos e filhas.

 Vocações vão surgindo, formatadas pelo Espírito Santo segundo as necessidades. É por isso que duas jovens acabam fundando uma instituição religiosa hoje espalhada em vários países.

Bartolomeia Capitânio (1807-1833) e Vicência Gerosa (1784-1847), são conterrâneas. Ambas têm o mesmo desejo: fazer bem ao próximo, pois este é um mandamento de Cristo.

 Mas uma não sabe o que pensa a outra, e vice-versa. ‘Como é que vou realizar o meu sonho? Sozinha?’

 Então, num belo dia, exclamam ao mesmo tempo: ‘o seu coração e o meu têm aspirações apostólicas idênticas!’ Partem para a ação, e surge a Congregação das Irmãs de Maria Menina, em 1832, com novas apóstolas. Nem a morte de Bartolomeia no ano seguinte consegue esmorecer estas bravas damas!

 Mais quinze anos foi o tempo que Vicência dirigiu a nova congregação, pois veio a falecer em 1847, deixando 250 religiosas.

 A caminhada ascensional da instituição foi tão rápida e empolgante que se espalhou em quase todos os países, contando atualmente com 8 mil religiosas. De fato, Deus opera maravilhas em seus santos e santas! #