Mães santas, filhos santos

Neste maio, mês das mães, saudando a santíssima Mãe

do Filho divino, vamos à procura de outras mães

que também sejam exemplos para as de hoje.

  NOSSO foco é a mãe santa, que tenha filho(a) santo(a). Iniciamos a jornada na Capadócia do século IV, berço de heróis e heroínas. Terra natal de São Jorge (275-303).

 Evangelizados por São Paulo, muitos cristãos capadócios escaparam das perseguições dos

Cidades subterrâneas, refúgio dos cristãos perseguidos

imperadores romanos, refugiando-se nas misteriosas cidades subterrâneas da região. Saídos à luz do dia graças a Constantino, puderam proclamar o Evangelho livremente.

 Encontramos, então, Santa Macrina, a Velha (270-340), descendente de fervorosa família de mártires. Percebe-se que ela pregou muito bem o Evangelho em casa, a julgar pelo resultado: sua filha Emília.

 Pois, Santa Emília, casada com São Basílio, o Velho, teve 10 filhos, sendo 4 santos: São Basílio Magno, São Gregório de Nissa, São Pedro de Sebaste e Santa Macrina, a Jovem. Esta é a primogênita, e não se casou para ajudar a mãe a educar os filhos. Cuidou tão bem que os dois primeiros se tornaram grandes teólogos, chamados Padres Capadócios.

 Na mesma região e época − casada com São Gregório Nazianzeno, o Velho − encontramos Santa Nonna, mãe de Santa Gorgônia (casada e mãe), São Gregório Nazianzeno (outro padre capadócio) e São Cesário.

  Santa Antusa, mãe de São João Crisótomo, Padre da Igreja e o maior orador sacro da História, em Antioquia.

  Santa Dáfrosa e São Flaviano, pais de Santa Demétria e Santa Bibiana, todos martirizados pelo imperador Juliano, o Apóstata. Suas relíquias estão na Basílica de Santa Bibiana, em Roma.

  Santa Mônica é talvez o exemplo mais impressionante de mãe santa e filho santo, pois é progenitora do grande Santo Agostinho, por cuja conversão rezou durante 30 anos, sendo largamente recompensada, pois ele se tornou

Santa Sílvia

pregador, escritor, teólogo, Padre da Igreja e bispo.

  Avançando para o século VI: Santa Sílvia, mãe de São Gregório Magno, Doutor da Igreja e Papa.

 No século VII, na atual Bélgica, Santa Amalberga de Maubeuge, casada com o conde Witger, e mãe de Santo Emeberto, Santa Reinalda e Santa Gúdula.

  Amor, heroísmo e despretensão, são virtudes que fazem da mãe o sustentáculo da família nesta Terra, com vistas a subir a escada que leva ao Céu. #