Prece de aniversário

Preparamos esta oração para o seu dia.

Não deixe de rezá-la ao

compartilhar o bolo!

Deus e Senhor meu,

agradeço-Vos a vida corporal e a alma espiritual que dadivosamente me destes, junto com tantas graças.
Vossa generosidade, entretanto, me incentiva a pedir mais: que neste meu aniversário eu possa “nascer de novo(João 3, 3).

Ou seja, obtenha novas forças e um amor redobrado, para Vos servir com maior dedicação neste novo ano de vida. Pois desejo que minha fé cresça sem parar.

Para isso, peço que os Santos Anjos sejam os governadores de minhas ações, pois a fé sem as obras é morta (cf Tiago 2, 17).

Meditando acima das nuvens

“Eu estive no céu e não vi Deus lá” (Frase atribuída a um astronauta)

MÊS DAS FLORES, 4 horas da tarde desta quarta-feira, no aeroporto da próspera, acolhedora e simpática Belém do Pará. Os passageiros, poucos, já tomamos nossos assentos. A máquina voadora se põe em movimento. Rezo ao meu Anjo da Guarda e aos Santos de minha devoção, pedindo proteção celeste. Destino: direto para a capital bandeirante. Céu claro. Nuvens esparsas.

Ao transpor as nuvens, estas apresentam a meus olhos um belo espetáculo de formas: enormes tufos como que de algodão, lembrando montes, castelos, torres. São ‘construções’ alvas, de variados tamanhos e formatos, que a vista não consegue abarcá-las todas, pois se perdem no horizonte. Mas meu espírito sai ganhando, ao se elevar à contemplação, conforme uma das súplicas da Ladainha de Todos os Santos: Que eleveis nossos corações a desejar as coisas celestes, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Da janela do avião

Aliás, quão sábia é a Igreja Católica, ensinando-nos a pedir a Deus essa postura de alma! Pois, não sendo favorecido pelo inestimável dom da Fé, alguém pode até percorrer o cosmo a bordo de um foguete e afirmar não ter visto Deus lá…

As palavras voam, segundo o provérbio latino. O que dizer dos pensamentos? Abri meu lap top e comecei a registrá-los antes que…

*   *   *

 Os espetáculos coreográficos que as nuvens – em parceria com o sol e o vento – nos proporcionam lá na Terra, todos conhecemos. Basta atentar para alguns fabulosos nasceres e pores do sol e certas tempestades com trovoadas. São fenômenos com os quais o ser humano está acostumado no dia a dia.

Outra coisa é o que se pode ver acima das nuvens, em que a vastidão dos espaços nos remete irresistivelmente para o infinito, para a eternidade.

Daqui de cima pode-se confirmar o que estamos acostumados a observar em terra: “voam as nuvens como pássaros” (Eclo 43, 15).

À semelhança de certas aves, elas vão juntas numa só direção, todas sôfregas por executar as ordens do Criador (Cfr. Jó 37, 12): desde brisas refrescantes em dia de sol, até trovejantes tempestades de verão.

E uma das mais interessantes ordens que o Criador deu às nuvens é a de serem vestimenta para a Terra, segundo o Livro de Jó 38, 9.

 Se não houvesse nuvens, como a Terra ficaria sem graça… Sem esse manto protetor, teríamos o sol a pino durante o dia inteiro, todos os dias. E ficaríamos privados dos feéricos cerimoniais do nascer e do por do sol e dos variados espetáculos cromáticos. O hemisfério norte ficaria privado de suas estupendas auroras boreais.

Sobretudo, não poderíamos ler nas Sagradas Escrituras estas expressões tão próprias a ressaltar a grandeza divina:

Deus “cavalga os céus e as nuvens majestosamente” (Dt 33, 27).

As nuvens são a poeira de Seus pés (Cfr. Naum 1, 3).

“Vós estendestes o céu qual pavilhão; acima das águas fixastes vossa morada. De nuvens fazeis vosso carro, andais nas asas do vento; fazeis dos ventos vossos mensageiros, e dos flamejantes relâmpagos vossos ministros” (Salmo 103, 2 e 3).

E São Paulo não teria expressado desse modo o esperançoso discurso segundo o qual nós, os vivos, seremos arrebatados sobre nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com Ele (Cfr. 1. Tess 4, 17).

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O final do dia, aqui nas alturas, é um espetáculo à parte: a luz solar, por não encontrar nenhum obstáculo, parece demorar muito mais a desaparecer. Aquela vastidão vai se colorindo lentamente, e se configura no horizonte uma grande esfera de fogo. É o rei sol.

A pequenez e o nada do homem ficam patentes, gerando até certa perplexidade. Tal é a amplidão e a majestade que se nota a partir deste observatório voador, que faz a gente quase apalpar a veracidade da frase de São Lucas, quando afirma que nós existimos e nos movemos dentro de Deus (cf Atos, 17, 28).

Sol e nuvens, beleza à vista

A 10.000 metros de altura, tem-se a sensação de estar numa região sem proporção humana, bem própria para Anjos. Como não se sentir, aqui, mais perto do Criador?

A noite vem chegando. Lá em baixo podem-se divisar as luzes desta ou daquela cidade. Então, à minha alma aflora outro pensamento: lá estão inúmeras igrejas em cujos sacrários Jesus Se encontra realmente presente. Em várias delas está-se renovando agora o Santo Sacrifício do Altar. E eu – simples criatura que gostaria de estar ajoelhado diante de meu Salvador – estou, nesta barulhenta máquina, voando acima dEle…

 Sete e meia da noite. A aeronave começa a perder altitude para aterrissar, e os avisos de segurança abortam a meditação.

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Apresso em salvar as últimas palavras e correções, e digito essa singela prece:

Senhor, agradeço-Vos a ótima viagem e principalmente a graça da Fé pela qual posso contemplar-Vos através de Vossas criaturas. Peço-Vos ‘absolver-me’ por ter ousado penetrar na região reservada aos Anjos, e sobretudo ‘perdoar-me’ por estar voando acima de Vossas hóstias consagradas!

Aceitai, Senhor Jesus, destas alturas, minha reverente adoração. Dai-me a imerecida graça de viver sempre pronto para o momento em que me chamardes. E depois de ‘arrebatado sobre nuvens’, entrar na eterna bem-aventurança. Eu Vos peço por intercessão de Vossa Mãe Santíssima, que o é também minha. Amém.