Transfiguração: uma cena catequética

Didática teatral divina faz os discípulos

verem Cristo glorioso

  APROXIMANDO-SE os dias em que seria morto, Jesus quis fortalecer a fé de três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João, pois antevia o tamanho da tragédia que teriam de enfrentar.

 Haveriam de presenciar a crucifixão dAquele que multiplicava pães e peixes, curava doentes e ressuscitava mortos; e que ─ segundo uma ideia fixa em suas cabeças ─ em breve poderia restaurar o reino de Israel, acabando com o domínio romano e com a cobrança de impostos, embora Ele já tivesse ensinado que seu reino não era deste mundo.

 Usando uma didática ao mesmo tempo teatral e divina, Cristo vai mostrar aos olhos dos três expoentes da futura Igreja, um pouco da sua glória no Céu, incluindo na cena a voz do Pai e as figuras de dois personagens de inteira confiança de todo bom israelita.

  No Monte Tabor – Então, convidando-os para o alto de um monte, transfigurou-se diante deles, fazendo com que seu rosto brilhasse como o sol, e suas vestimentas se tornassem de uma brancura resplandecente.

 E apareceram dois profetas: Moisés e Elias, que conversavam com ele. Os discípulos ficaram tão maravilhados que Pedro se dispôs a construir tendas para prolongar aquele convívio tão agradável.

 Veio então uma nuvem luminosa que os cobriu com a sua sombra, da qual ouviu-se uma voz: “Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o”.

 Ao descerem do monte, os discípulos conversavam sobre um dos profetas, dando ocasião para Jesus afirmar que “Elias, de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas” (cf Mateus 17, 1-9, Marcos 9, 2-8 e Lucas 9, 28-36).

  A festa litúrgica da Transfiguração do Senhor é no dia 6 de agosto. #