Riqueza dos Santos, socorro dos pobres

Pobres sempre teremos entre nós (cf João 12, 8)

ENTRETANTO, se houvesse – difundido na sociedade – um virtuoso desapego dos bens terrenos, a situação da pobreza poderia ser outra. É o que diria o Conselheiro Acácio.

Mas com razão. Pois esta afirmação encontra suporte no grande número de pessoas que desfizeram de seus bens em benefício dos necessitados. Vejamos alguns exemplos:

Desmontando a fortuna ─ Uma destas pessoas é Santa Melânia, a Jovem (383-439), de família nobre romana, herdeira da maior fortuna da época, espalhada por um Império agora livre das constantes perseguições à religião católica.

Com 14 anos ela sentiu em seu coração o chamado para ser religiosa, mas os pais casaram a obediente mocinha com Valério Piniano, também rico e jovem. Tiveram dois filhos que mal haviam nascido, morreram. O casal resolveu então levar vida de castidade perfeita, de oração e de estudo de temas católicos.

Para isso não poderia deixar ao léu as propriedades que possuía em onze províncias, desde a Espanha ao Egito. Melânia viajou a esses lugares e deu a todos os seus bens destinos adequados: beneficiou igrejas, resgatou cativos, construiu mosteiros e abarrotou os cofres dos pobres!

Aproveitou para pedir conselhos a pessoas que sabia serem virtuosas, como Agostinho, em Hipona e Jerônimo, na Palestina.

Feito isso, os dois se recolheram: ela num mosteiro feminino e ele num masculino, na cidade onde nasceu Jesus. Aí suas almas também ‘nasceram’ para a vida eterna!

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São Barnabé, Apóstolo, vendeu seu sítio em Chipre e destinou o dinheiro para os pobres (Atos 4).

Santo Antão do Deserto (251-356) tomou o Evangelho ao pé da letra e distribuiu todos os seus bens (reservando o suficiente para sua irmã) e foi viver no deserto.

Santa Luzia (283-304) distribuiu toda a sua fortuna aos pobres.

Santo Agostinho (354-430) vendeu todo o seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres.

Santa Thaís (século IV), princesa egípcia de costumes mundanos convertida por São Pafúncio, vendeu tudo o que tinha e distribuiu aos pobres. Sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo depois de fazer isso.

São Bessário (século IV), contemplativo que vivia num deserto no Egito praticando a pobreza evangélica depois de despojar-se de todos os bens em favor dos necessitados.

São Gregório Barbarigo (século XVII), um cardeal que empregou os seus bens em favor dos menos favorecidos, além de ajudá-los pessoalmente.

Santa Edwiges nasceu na Alemanha em 1174. De origem nobre, usava sua riqueza para ajudar os pobres.

Santa Angela de Foligno (1248-1309), vendeu todos os seus bens, inclusive seu castelo preferido, e repartiu o dinheiro entre os mais necessitados.

São João de Deus (1495-1550), ouvindo um sermão de São João de Ávila, mudou de vida: vendeu tudo e deu aos pobres. Ficou até descalço e andava pelas ruas de Granada pedindo esmola.

São Benedito nasceu na Itália, em 1524. Sentindo-se totalmente ligado ao serviço de Deus, ainda bem jovem, vendeu o que tinha, distribuiu aos pobres e retirou-se para uma vida solitária.

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 Inspirados pela doutrina pregada por Cristo, atos de generosidade como estes é que fazem da Igreja Católica a maior instituição de caridade do mundo. Discretamente, sem trombetear. A mão esquerda não sabe o que faz a direita (cf Mateus 6, 3). #