Conversão de São Paulo

25 de janeiro

De perseguidor dos cristãos a

Apóstolo de Cristo

  ZELOSO pela religião segundo a cartilha do Sinédrio, judeu, fariseu, cidadão romano, inteligente, arrogante. Com pouca idade, Saulo já tinha muito ódio dos adeptos de Cristo, a Quem certamente nem conheceu.

 Embora nascido em Tarso, na atual Turquia, estudou em Jerusalém, onde não faltavam mestres em deicídio. Pelo jeito foi bom aluno, pois ainda menor de idade já o vemos apoiando o martírio de Santo Estêvão (cf Atos 7, 58).

 Ensinaram-lhe que os seguidores de Cristo formavam uma seita de fanáticos, que deveria ser extinta. Estava convicto de que, perseguindo-a, agradava a Javeh.

 Ano 36 da era cristã. Saulo está indo a Damasco com alguns soldados. No bolso leva cartas dos chefes religiosos autorizando a caça e prisão de seguidores do que aprendeu a qualificar de seita. Pois só respira ameaças e morte contra os discípulos do Senhor.

 Subitamente, em pleno meio dia, uma luz mais forte que o sol envolve a todos. Saulo cai por terra, apavorado, e percebe que está cego. Uma voz ouvida só por ele, diz:

Conversão de S. Paulo
Luz forte e voz poderosa convertem Saulo

  – Saulo, Saulo, por que me persegues?

 – Quem és, Senhor?

  – Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.

 – Senhor, que queres que eu faça?

  – Levanta-te, entra na cidade. Ali te será dito o que deves fazer.

 Após esta cena, Jesus diz para ele se apresentar a Ananias, em Damasco. Aí, recupera a vista, é batizado e instruído na doutrina cristã.

 O perseguidor Saulo, em poucos instantes é transformado em Paulo, o maior apóstolo de Jesus Cristo em todos os tempos.

 Sua história prodigiosa e seus escritos cheios de Fé estão na Bíblia, ou seja, nos Atos dos Apóstolos e nas suas 13 epístolas.

 A Igreja Católica comemora sua conversão no dia 25 de janeiro, e sua morte no dia 29 de junho, junto com São Pedro. #

Certezas de Fátima, vitória de Cristo

No ano de 1917, durante as tragédias da Primeira Guerra Mundial, em Fátima, Portugal, a Virgem Maria advertiu o mundo, através de três pastorinhos, de outros acontecimentos trágicos que viriam, caso a humanidade não desse ouvidos à sua admoestação.

Pedia Ela também, de forma materna e insistente, a conversão; caso contrário, duras perseguições se desencadeariam contra a Igreja, e a mão de Deus puniria a Terra por sua infidelidade. O futuro estava nas mãos dos homens. Deles dependeria atrair sobre si o perdão ou a desgraça.

  Jacinta, Lúcia e Francisco – os pastorinhos mensageiros do Céu 

Quem deu ouvidos à Mãe de Deus? Houve a expansão dos erros do comunismo ateu, a partir da revolução bolchevique eclodida na Rússia, bem como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Agravando o quadro, as crises morais cobrem todo o orbe, fazendo alguns recearem que a humanidade esteja como um doente em fase terminal. Mas, o bom senso mostra não estar de acordo com os planos de Deus que o mundo termine sem que a Santa Igreja atinja toda a perfeição para a qual foi chamada.

Por este motivo, com base nas profecias de Fátima – que são palavras de esperança e certeza da vitória –, pode-se conjecturar que haja um período, antes do fim do mundo, no qual Maria será Soberana, Rainha dos corações.

A era histórica que virá como uma grande misericórdia é o Reino de Maria previsto por São Luís Maria Grignion de Montfort. Será o triunfo do Imaculado Coração de Maria, anunciado por Nossa Senhora aos pastorinhos.

Ora, o que significa este triunfo? Assim como em Caná o melhor vinho foi servido ao final, também na História da humanidade Nosso Senhor parece querer deixar a última palavra para sua Mãe Santíssima:

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

Tenhamos a certeza que o triunfo d’Ela é o triunfo de Cristo. É o Reino de Maria no Reino de Cristo!

Resumo baseado no livro de 158 páginas do Mons. João Scognamiglio Clá Dias: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” – Lumen Sapientiae, S. Paulo, 2017, p. 7-8 e 15-16, que pode ser encontrado na livraria Lumen Católica. Tem também a Versão digital no site da Amazon.

O Universo ou o ímpio?

A maior obra de Deus

PARIS, 1256. Plena Idade Média. Do solo fértil da Cristandade brotam virtudes, artes, universidades. A vida estudantil e acadêmica é intensa. Alguns estudantes precisam fazer uma redação respondendo a pergunta simples, que talvez contenha certa complexidade. Vejamos como eles se posicionam.

Um deles, em pouco tempo julga já ter resolvido a questão com uma curta resposta, e pronto.

Outro, cauteloso e com boa cota de humildade, vai à procura dos mestres, formula a pergunta, e estes – mostrando-se também humildes – lhe indicam:

Pergunte ao Frei Tomás

– Olhe, é melhor indagar ao Frei Tomás.

– Desculpe-me incomodá-lo, Frei Tomás, mas o Sr. poderia esclarecer-me uma questão?

– Jovem, formule-a.

– É uma pergunta curta, mas aqueles mestres ali disseram para eu procurar o Sr.. Preciso saber qual é a maior obra de Deus.

Aquele que futuramente seria chamado de Doutor Angélico responde prontamente, fazendo uma sutil distinção ao indicar que a grandeza de uma obra pode ser determinada debaixo de dois pontos de vista: pelo modo de obrar e pela magnitude do resultado obtido. Sob o primeiro aspecto a criação é a Sua maior obra, pois foi do nada que Ele criou o Universo.

A justificação do ímpio – Porém, de acordo com o segundo, a maior obra é a justificação do ímpio, pois o seu término é o bem eterno da bem-aventurança, que é ainda mais excelente do que a criação do Céu e da Terra (cf. S. Th. I-II, q. 113, a. 9).

Percebendo uma ponta de surpresa no consulente, Frei Tomás de Aquino refuta uma possível objeção de que a conversão de um incrédulo seria fruto de raciocínios que movem a pessoa a mudar de vida, e acrescenta:

– “O homem não pode de modo algum levantar-se por si mesmo do pecado sem o auxílio da graça” (I-II, q. 109, a. 7).

E para reforçar tão lógicos argumentos, recorre a Santo Agostinho (354-430), um dos convertidos mais célebres da História, que experimentou em si mesmo a excelência da graça da conversão e como a misericórdia de Deus realmente é superior a todas as Suas obras:

– Julgue quem puder se é mais criar Anjos justos ou justificar [homens] ímpios. Certamente se as duas coisas supõem o mesmo poder, a segunda requer mais misericórdia.

Vivendo e aprendendo

– E ainda: é mais excelente tornar justo um pecador do que criar o Céu e a Terra, porque estes passarão, mas a justificação dos predestinados permanecerá para sempre.

Nem seria preciso dizer que os mestres acima referidos não perderam a oportunidade de ouvir as explicitações do já famoso teólogo dominicano.

E se o imaginário estudante ficou contente com a nota obtida, nós nos exultamos com tão angélica e real argumentação do Doutor Angélico. Argumentação esta que nos coloca numa clave elevada, posicionando nossas almas para considerar as coisas celestes.

Texto consultado: Qual a maior obra de Deus?http://blog.praecones.org/category/perguntas-e-respostas/