Aprendendo com o avestruz

Sobre o futuro da alma

Nas últimas décadas, o que está acontecendo com nosso Planeta? Seus quatro elementos ─ terra, fogo, ar, água ─, enfurecidos, estão a produzir numerosas catástrofes. Destroem, queimam, afogam vidas humanas como se fossem formigas… A culpa ─ dizem ─ é do aquecimento global. Será mesmo?

Por outro lado, muitas cabeças dos habitantes deste globo estão em ebulição. O relacionamento humano está cada vez mais nervoso: países, grupos e pessoas se digladiam, numa louca escalada. Motivos? Vários ou… nenhum.

A segurança de outrora, ninguém sabe para onde foi. A qualquer momento pode acontecer qualquer coisa. Com isso, a foice da morte vai avançando, apesar dos esforços em prol dos direitos humanos. Quem pode garantir o que vai ser do dia de amanhã no mundo, no País, na cidade, no bairro e… na minha casa?

Diante disso, não é recomendável proceder como o avestruz da lenda, colocando a cabeça num buraco… Aliás, a maior ave do Planeta, quando pressente uma ameaça, aproxima a cabeça do solo para sentir as vibrações dos passos que podem ser de uma onça. Isso pode dar a impressão errada que passou para a lenda, mas, realmente, é uma atitude de vigilância! O próximo passo é: “pernas, pra quê te quero?”, e fugir a 80km por hora!

Imitando o avestruz real ─ não o lendário ─ devo ser vigilante! Inclusive deixando sempre bem encaminhados meus assuntos materiais, seguro de vida etc, para não prejudicar os que me são caros. Pois sei bem que não levarei nada para a eternidade…

Nada? Levarei o que há de mais precioso, que é minha alma (ou melhor, só ela que vai; o corpo fica aqui, por enquanto). E salvá-la depende só de mim: “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho – Sermão 169, 11, 13: PL 38, 923).

Então, que tal um seguro de vida eterna? Existe?

Com este nome, não. Mas, quem vive na amizade de Deus, preenche, com a segurança possível, as condições para se salvar, quando chegar a hora. Pois ‘ninguém fica pra semente’…

Eis algumas providências básicas que devo tornar habituais, ficando, assim, preparado(a) para todas as situações:

Receber o batismo, que me torna filho ou filha de Deus (CIC – Catecismo da Igreja Católica, nº 1210 a 1284);

Praticar os Dez Mandamentos da Lei de Deus (CIC nº 2083 a 2195) e os mandamentos da Igreja Católica;

Receber, com a frequência possível, os sacramentos da reconciliação ou confissão (CIC 1420 a 1495) e da sagrada eucaristia;

Adquirir o costume de rezar (CIC 2558 a 2565), sem esquecer o rosário ou o terço de Nossa Senhora, a qual intercede por mim junto a Jesus. “Quem reza se salva, quem não reza se condena”, afirma Santo Afonso de Ligório.

O que mais me afasta da amizade de Deus é o pecado (CIC 1846 a 1876). Devo, então, fugir das ocasiões de pecado, na velocidade do avestruz!

Deixe essas sementinhas germinarem no seu coração e cultive-as bem. Fazendo parte da rotina de sua vida terrena, elas lhe darão convicções na caminhada rumo à vida celeste.

(Cf. http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html )

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