Uma escola nas redes?

Procurando bom colégio,

encontram boa escola de pensamento

  CASAL jovem preocupado com a formação de seus filhos, Marli e Lucas estão atentos a informações que possam lhes ser úteis. Ela ouve de uma tia-avó que numa homilia um sacerdote citou fatos edificantes da vida de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, e que, inclusive ele havia fundado um colégio, e que era uma novidade, diferente de tudo que se conhece. Mas não sabe aonde, nem o nome certo. Parece que é “Amor de Deus”.

 Com esses dados, empreendem a procura, como quem caça um tesouro. Os fracassos não os fazem desanimar. A solicitação de ajuda através das redes sociais desperta um enorme interesse por parte de outros pais e mães.

 Até que Renata, ex-colega do Lucas, mata a charada. Percebendo seu apuro, posta esta mensagem:

 Olá, Lucas, o Dr. Plinio não fundou nenhum colégio, não. Ele inclusive foi advogado, deputado, professor universitário, conferencista, diretor de jornal, escritor. Mas ele formou uma escola, isto sim. Uma escola de amor de Deus. Portanto, espiritual, de pensamento. E a boa senhora entendeu colégio físico.

 Feliz engano que fez chover mensagens pedindo que a Renata explicasse no que consiste então essa escola de pensamento pliniana. Coisa fácil porque foi o tema de seu TCC (trabalho de conclusão de curso). Bastou resumir um pouco e postar para os contatos que solicitaram.

 É um assunto realmente novo, que exige atenção para entender, mas vale a pena! Vejam alguns conceitos pontuais, extraídos de seu colossal acervo doutrinário:

 O próprio Dr. Plinio conta que desde a mais tenra infância, sua vocação centrava-se em conhecer a Deus através das criaturas visíveis e materiais, amando o bem, o verdadeiro e o belo. Exemplo: ao notar as roupas de sua cama bem lavadas, passadas e um tanto perfumadas, relacionava isso com a pureza, a inocência e a santidade.

 Com a inocência, o conhecimento dos seres nos seus mais altos aspectos enche a alma por inteiro.

 Sua escola de amor de Deus é a via do enlevo, do encanto, da maravilha, da inocência, da admiração; é a via do “apego” ao grandioso!

 O amor ao maravilhoso é o píncaro da sabedoria; não há sabedoria que não proceda do amor ao maravilhoso. Exemplo: o céu azul, comum, é a virtude; o arco-íris é o maravilhoso dentro da virtude.

Arco-íris
“O céu azul, comum, é a virtude; o arco-íris é o maravilhoso dentro da virtude”

 Uma característica inalterável dele: desde a infância até à hora da morte, a inocência foi sempre a mesma. Assim, formou-se uma cadeia de elos de inocência, irrompíveis e fortíssimos, até o fim!

 Dr. Plinio visava reavivar o senso do ser das pessoas, reconstituindo os fundamentos morais corroídos pela mentalidade revolucionária, tais como: o princípio de identidade e o princípio de contradição, ou seja, o que é, é, o que não é, não é; o bem deve ser feito, o mal deve ser evitado; o belo deve ser admirado, o feio deve ser rejeitado, etc.

 Eis a nova escola de pensamento, concebida para dar origem a um feitio humano intensamente teológico e filosófico, baseado na fé (cf CLÁ DIAS, EP, Mons. João Scognamiglio. O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira, vol. I, p. 94-98 e vol. III, p. 527-528).

 Este é o resumo do TCC da Renata. Ela informa que só não tirou a nota máxima porque não procurou entrevistar o autor do livro, discípulo do Dr. Plinio. Foi uma pena. E recomenda que Lucas e Marli não cometam essa falta… Procurem pelo menos “conversar com algum Arauto do Evangelho sobre esses assuntos, pois eles são seguidores da escola de pensamento do Dr. Plinio” – acrescentou a internauta. #