Beato Tomás de Florença

31 de outubro

Um bandido que se torna missionário

  A BELA CIDADE de Florença o vê nascer, em 1370. Seu pai exerce a profissão de matar animais irracionais, em seu açougue, para alimentar os racionais.

 Apesar de ter recebido de seus progenitores autêntica formação religiosa, não resiste à tentação da bandidagem. Ainda jovem ei-lo envolvido com uma quadrilha que assola a região, cometendo violências, extorsões e outros crimes.

 Mesmo dedicando-se ativamente à ‘profissão’ de bandido, é traído por seus comparsas e preso. Depois de muito tempo vendo ‘o sol nascer quadrado’, põe a mão na consciência e arrepende-se.

 Libertado, conta a um sacerdote todos os seus crimes, e este o reconcilia com Deus.

 Tomás realiza, então, uma radical mudança de vida. Aos 30 anos é admitido como irmão leigo na Ordem Franciscana, onde persevera até o fim de seus dias.

 Percebendo seus superiores que ele tem muito zelo pela salvação das almas, é designado mestre de noviços, mesmo continuando como irmão leigo.

 Passados alguns anos, São Bernardino de Sena o envia para cuidar de conventos que acabavam de ser fundados.

 Irmão Tomás não mede esforços para ajudar o Papa a promover a unidade dos cristãos, divididos pelo cisma. Com 60 anos participa de uma missão ao Oriente para convencer aquelas comunidades a participarem do Concílio de Florença, convocado pelo Papa com a finalidade de restabelecer a harmonia.

 E seu zelo apostólico vai mais além. Quer ir à Etiópia, entretanto o sultão do Egito não deixa. Faz três tentativas mas é preso e açoitado pelos muçulmanos, que o libertam só após receberem do Papa a importância do resgate.

 Este valoroso missionário de 77 anos de idade, ainda pede diretamente ao Papa licença para retornar aos países muçulmanos. Não realiza este grande anseio porque falece na véspera da partida, em 31 de outubro de 1447. #

 

Grupo de Estudos e Pesquisas

Leigos que professam a religião católica, apostólica, romana, e se consagram a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Grignion. Há bacharéis em teologia, missionários, escritores, professores, estudantes. Alguns colaboram em revistas, boletins e sites, ou exercem voluntariado em entidades beneficentes.

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