Meu vizinho, o vulcão

Encarapitado numa ilha espanhola das Canárias, o vulcão

Cumbre Vieja jorra crescentes toneladas de lavas

desde setembro de 2021

Mas, graças a Deus, estas não atingem ninguém, pois os espertos canarenses escapam a tempo. Entretanto, suas casas, comércios e plantações não têm tido a mesma sorte: ficam sepultados pela magma de 900 graus, que vai cobrindo ou incendiando tudo que encontra, em sua descida serpentinosa da ilha de La Palma para o oceano.

E tem mais. Vulcanólogos não conseguem prever quando e se isso terá um fim, e trabalham com a hipótese de resultar num tsunami de grandes proporções.

Como é sabido, o vulcão é um dos elementos da natureza com maior poder destrutivo. Algumas explosões são mais fortes do que poderosas bombas feitas pelo homem. A elas são creditadas muitas mortes de pessoas, de animais, de vegetação; mudanças topográficas consideráveis, bem como profundas alterações do clima.

Também na ilha açoriana do Faial, o vulcão dos Capelinhos (1957-1958), provoca grande impacto econômico e social, embora não tenha matado ninguém. Casas, bens e um modo de vida são perdidos. Metade da população tem de emigrar, devido aos efeitos das erupções.

Os fenômenos obrigam ainda a cessar todo labor econômico naquela zona da ilha. Ainda bem que aparecem mãos generosas: pão, legumes, frutas e até roupa chegam com regularidade.

Durante a atividade vulcânica, os faialenses vivem 13 meses de medo e de fascínio. Sentimentos opostos, causados pelos frequentes tremores de terra, as fortes explosões, as colunas de cinza, e a luz da lava que se eleva ao céu, noite e dia. Que espetáculos de som e luz!

Talvez isso – somado ao fato da poeira vulcânica tornar fértil a terra – ajude a explicar o motivo pelo qual certas vizinhanças de vulcões têm relutado em emigrar. Diante das incertezas – se a fúria do vulcão vai aumentar ou não, e para onde ir –, as pessoas preferem ir ficando… E acabam se acostumando a conviver com o terrível e maravilhoso vizinho…

Ainda bem que há o recurso da oração. Diante de fenômenos tão desproporcionais ao ser humano, nada melhor do que recorrer Àquele que tem todo o poder no céu e na terra (cf Mateus 28, 18). #

Joaquim F. Silva

Nasce nas montanhas de Minas em 1942. Tipógrafo. Bancário. Forma-se em Contabilidade e estuda em faculdade. Radica-se em São Paulo, onde trabalha com artigos religiosos e exerce voluntariado em entidades assistenciais. Católico apostólico romano, leigo consagrado segundo o método de São Luís Grignion, bacharel em teologia, missionário. Tem colaborado em alguns sites. É redator de respostas a dúvidas de aderentes de associações beneficentes. Autor de livrinhos de vidas de Santos. Resumindo: deixa de contabilizar valores materiais, para divulgar certezas espirituais.

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