O importante papel da Auxiliadora

Participação no amor que Deus tem

pelas criaturas humanas

  EXCETO ADÃO E EVA que foram criados em idade adulta, todos os seres humanos necessitamos de ajuda durante toda a vida. Ou melhor, inclusive antes e depois da vida. Ajuda para nascer. Ajuda para crescer. Ajuda para bem viver. Ajuda para a despedida final…

Pois é bem diferente o último momento de cada pessoa. Algumas saem alegres e contentes, por estarem antevendo a felicidade eterna. Outras são acompanhadas por incertezas…

Recursos – Entretanto, todos temos condições de ir recorrendo a alguns recursos que nos darão alento, consolação, força e proteção sobretudo na hora que mais precisamos.

Um desses é a devoção Àquela que Cristo, no alto da Cruz, nos deu por Mãe: “Eis aí tua Mãe” (Jo.19, 26-27). Ela protege de modo especial às pessoas que A amam e nEla confiam, proporcionando-lhes alento, felicidade e paz principalmente nas horas de dificuldade.

Maria participa do que São Paulo qualifica de excesso do amor de Deus pelos homens. Se fosse possível reunir as solicitudes e as ternuras de todas as mães por suas filhas e filhos, não se conseguiria igualar ao amor que Maria tem por nós.

Em Nossa Senhora, quem é justo tem a paga de sua fidelidade.

E quem está em pecado? Consegue misericórdia.

E as pessoas aflitas? Encontram alívio e consolação.

# Maria, Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós! #

 

A oração vem do coração

O ser humano contingente

tem necessidade do

Ser Divino Onipotente!

  TODO homem e toda mulher, no momento em que Deus determina ou permite, cessa de viver. O corpo volta para a terra, de onde veio. Mas a alma nunca vai morrer, e o destino dela é a eternidade: ou vai para o Céu ― depois de um tempo no purgatório ― ou vai direto para um lugar de tormentos, do qual tem gente que até evita mencionar o nome: inferno.

 Portanto, a salvação da própria alma é o que devemos procurar com o máximo empenho, não só para evitar sofrermos para sempre, mas sobretudo para podermos glorificar a Deus, que é a finalidade para a qual Ele nos criou. Tanto mais que após a ressurreição final, o corpo vai se reunir à alma novamente, esteja esta no paraíso ou naquele lugar…

 A felicidade eterna, nós a perdemos pelo pecado original e pelos pecados atuais. Entretanto, Jesus Cristo na cruz pagou pelas nossas faltas, e instituiu a Igreja Católica para garantir aos humanos a salvação eterna. E deixou vários recursos ― todos gratuitos! ― que podemos usar para esse fim: as Sagradas Escrituras, os Dez Mandamentos da Lei de Deus, a Santa Missa, os Sete Sacramentos, os Cinco Mandamentos da Igreja, a oração, etc.

 Podemos comparar estes recursos aos componentes do motor de um carro, associando a oração com o óleo. O que acontece se faltar esse líquido no motor?

 Nós podemos e devemos usar o ‘lubrificante’ espiritual da oração em todos os momentos de nossa vida.

  O que é a oração? ― Baseando-se nos ensinamentos da Bíblia e dos Santos, afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf CIC 2558-2562, 2572 e 2599):

  A oração é um impulso do coração.

  É a elevação da alma a Deus.

  É o pedido a Deus dos bens convenientes.

  A oração tem como fundamento a humildade.

  A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração.

  As criaturas humanas são mendigas de Deus.

  Deus tem sede de que tenhamos sede dEle.

  A oração é o encontro entre a sede de Deus e a nossa.

  A oração restaura no homem a semelhança divina e o faz participar do poder do amor de Deus que salva a multidão.

  De onde vem a oração humana? As Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito, mas sobretudo do coração (mais de mil vezes). É o coração que reza. Se ele está longe de Deus, a expressão da oração é inútil.

  Foi com seu coração de homem que o Filho de Deus aprendeu a rezar com sua Mãe, que conservava e meditava em seu coração todas as “grandes coisas” feitas pelo Todo-Poderoso.

 O divino Aluno também ensina a rezar, atendendo, por sua vez, ao pedido de seus discípulos, que O viam frequentemente ausentar-Se da multidão para falar com o Pai.

 Daí a oração do “Pai-Nosso“, a prece perfeita, desabrochada do Sagrado Coração de Jesus. Ela contém: louvor a Deus, pedidos sobre o reino, para nossas necessidades, de perdão, contra as tentações e para nos livrar do mal.

 Há uma infinidade de outras orações e jaculatórias, compostas pelos mais variados autores: Deus Filho, Anjos, Nossa Senhora, Santas, Santos, etc, das quais poderemos tratar oportunamente. #

Aprendendo com o avestruz

Sobre o futuro da alma

Nas últimas décadas, o que está acontecendo com nosso Planeta? Seus quatro elementos ─ terra, fogo, ar, água ─, enfurecidos, estão a produzir numerosas catástrofes. Destroem, queimam, afogam vidas humanas como se fossem formigas… A culpa ─ dizem ─ é do aquecimento global. Será mesmo?

Por outro lado, muitas cabeças dos habitantes deste globo estão em ebulição. O relacionamento humano está cada vez mais nervoso: países, grupos e pessoas se digladiam, numa louca escalada. Motivos? Vários ou… nenhum.

A segurança de outrora, ninguém sabe para onde foi. A qualquer momento pode acontecer qualquer coisa. Com isso, a foice da morte vai avançando, apesar dos esforços em prol dos direitos humanos. Quem pode garantir o que vai ser do dia de amanhã no mundo, no País, na cidade, no bairro e… na minha casa?

Diante disso, não é recomendável proceder como o avestruz da lenda, colocando a cabeça num buraco… Aliás, a maior ave do Planeta, quando pressente uma ameaça, aproxima a cabeça do solo para sentir as vibrações dos passos que podem ser de uma onça. Isso pode dar a impressão errada que passou para a lenda, mas, realmente, é uma atitude de vigilância! O próximo passo é: “pernas, pra quê te quero?”, e fugir a 80km por hora!

Imitando o avestruz real ─ não o lendário ─ devo ser vigilante! Inclusive deixando sempre bem encaminhados meus assuntos materiais, seguro de vida etc, para não prejudicar os que me são caros. Pois sei bem que não levarei nada para a eternidade…

Nada? Levarei o que há de mais precioso, que é minha alma (ou melhor, só ela que vai; o corpo fica aqui, por enquanto). E salvá-la depende só de mim: “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho – Sermão 169, 11, 13: PL 38, 923).

Então, que tal um seguro de vida eterna? Existe?

Com este nome, não. Mas, quem vive na amizade de Deus, preenche, com a segurança possível, as condições para se salvar, quando chegar a hora. Pois ‘ninguém fica pra semente’…

Eis algumas providências básicas que devo tornar habituais, ficando, assim, preparado(a) para todas as situações:

Receber o batismo, que me torna filho ou filha de Deus (CIC – Catecismo da Igreja Católica, nº 1210 a 1284);

Praticar os Dez Mandamentos da Lei de Deus (CIC nº 2083 a 2195) e os mandamentos da Igreja Católica;

Receber, com a frequência possível, os sacramentos da reconciliação ou confissão (CIC 1420 a 1495) e da sagrada eucaristia;

Adquirir o costume de rezar (CIC 2558 a 2565), sem esquecer o rosário ou o terço de Nossa Senhora, a qual intercede por mim junto a Jesus. “Quem reza se salva, quem não reza se condena”, afirma Santo Afonso de Ligório.

O que mais me afasta da amizade de Deus é o pecado (CIC 1846 a 1876). Devo, então, fugir das ocasiões de pecado, na velocidade do avestruz!

Deixe essas sementinhas germinarem no seu coração e cultive-as bem. Fazendo parte da rotina de sua vida terrena, elas lhe darão convicções na caminhada rumo à vida celeste.

(Cf. http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html )

♦  ♦  ♦  ♦  ♦