Oração, esmola e cisterna furada

 

Para Santa Teresinha, a oração é um impulso

do coração, um olhar lançado ao Céu,

um brado de gratidão e amor,

tanto na provação quanto na alegria.

 

A COMUNICAÇÃO das pessoas com o Criador é feita adequadamente através da elevação da alma a Deus, ou seja, da oração. É o que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Os objetivos de elevarmos nosso espírito a Ele são: louvar, agradecer ou pedir as coisas de que necessitamos, para a alma e para o corpo. E são inúmeras!

A oração, onde nasce? No espírito ou na alma? Segundo a Bíblia ─ com mais de 1000 citações neste sentido ─, o coração é que reza, pois ele é o lugar do encontro com Deus. Isto nos ajuda a entender e praticar o conselho de estarmos sempre na presença do Altíssimo, com a intercessão de Cristo e a ajuda de sua Mãe Santíssima.

Mendigos de Deus Como devemos pedir? Com humildade, à maneira dos indigentes dos tempos de fé, que suplicavam: “uma esmola por amor de Deus!” Pois, segundo Santo Agostinho, nós humanos somos mendigos do Criador. Mas, privilegiados, porque o Todo-Poderoso está sempre disposto a atender os pedidos de quem O louva e Lhe agradece. Ele tem sede de que as almas tenham sede dEle, a ponto de reclamar: “Eles Me abandonaram a Mim, a fonte de água viva, para cavar para si cisternas furadas” (Jeremias 2,13). Não sejamos desse número…

Outra qualidade que deve acompanhar nossos pedidos é a insistência, a perseverança, conforme disse Jesus: “pedi e recebereis” (cf Mateus 7, 7-12).

Todo mundo sabe que existe uma infinidade de orações tradicionais para finalidades diversas. E também cada pessoa pode compor sua prece, conforme as necessidades e o impulso do coração.

 

ORAÇÃO CONTRA EPIDEMIAS

E CATÁSTROFES

Ó gloriosa criatura humana por Deus eleita Rainha celestial!

O zelo de Vosso Coração de Mãe não consegue descuidar dessa pecadora Humanidade na qual nascestes, e gerastes para nós o Redentor.

Será que as faltas de sete bilhões de pecadores ─ incentivados pelo maligno ─ não estão na origem e disseminação do mortal vírus chinês?

E das catástrofes que não param de acontecer?

Se Deus, através de Seus Anjos, é o governador da História, o que pensar de tudo isso?

Então, Senhora, perdão é o que nos ocorre pedir que consigais de Vosso Divino Filho.

Usai as chaves dos tesouros celestes ─ dos quais sois a Guardiã ─

para retirar e distribuir graças de arrependimento, conversão e emenda de vida. 

Assim, poderão ser criadas as condições para a atuação dos Anjos. E estaremos com a alma preparada para aceitar a vontade de Deus, quando algo ruim não for possível evitar. Amém.

 

Aprendendo a confiar, com Judite

 

Exaltai e invocai o Senhor,

porque nos livra das mãos dos inimigos.

Vem lá uma imensa tropa de guerreiros?

É uma cavalaria de cobrir morros inteiros?

Cercam a cidade para o povo render-se ou morrer de fome?

Juram passar os jovens ao fio da espada?

Esmagar as criancinhas e levar as filhas para o cativeiro?

Nada disso faz Judite apavorar. Inspirada e sustentada por Deus, ela faz um plano arriscado, confia e reza:

“Senhor, dai-me força neste momento!”,

e desfecha um golpe mortal no inimigo opressor, o forte e poderoso general dos assírios. #

Tesouros da Igreja na balança de Deus

 

Boas contas, a garantia possível

 

Há mais de quatro mil anos, a invenção da balança teve relação com a necessidade de se pesar um valioso metal e… corações humanos. Com efeito, esse instrumento foi elaborado para pesar ouro; entretanto, egípcios ─ lá dos idos tempos faraônicos ─ passaram a usá-lo também para a pesagem de corações de pessoas mortas, a fim de se saber o destino eterno de suas almas: paraíso ou inferno.

Alguma semelhança com a Comunhão dos Santos católica?

À primeira vista, nenhuma, pois esta verdade ─ consignada no nono artigo do nosso Credo ─ não é passível de ser pesada por mãos humanas.

Mas na balança divina, sim.

A Igreja Católica é o conjunto de todos os Santos do Céu ─ notadamente de Nossa Senhora ─, do Purgatório e da Terra, em comunhão, incluindo as coisas santas: graças, boas obras e méritos.

As graças são os benefícios e favores que a vida sobrenatural nos proporciona, de modo especial pela intercessão dos santos junto a Jesus Cristo.

Aspecto da glória celeste

Os créditos que sobram aos que estão na glória fazem parte do tesouro da Igreja, que é sem limites devido aos méritos infinitos da Paixão de Nosso Senhor.

Esses benefícios são postos em circulação ─ através da Comunhão dos Santos ─ para todos os que mereçam. Em contrapartida, ninguém está dispensado do dever de imitar os bem-aventurados, dar o bom exemplo aos concidadãos, fazendo portanto depósitos no banco dos tesouros espirituais. É a garantia possível para que o coração da gente (a alma) não seja rejeitado na prova da balança de Deus, desmerecendo assim o Paraíso.

Pois, segundo o Apóstolo São Paulo, “nenhum de nós vive para si, e ninguém morre para si” (Rm 14,7): “se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele” (I Cor 12, 26), numa visualização do Corpo Místico de Cristo.

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ORAÇÃO DO CREDO

CREIO em Deus Pai todo-poderoso, criador do Céu e da Terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

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