Dom Bosco ensinando a rezar

Sua prece não foi atendida? Reclame

com São Bernardo

  RECOMENDO, com toda a minha alma, que cada um de vós reze a Maria Santíssima. Ela é poderosíssima no Céu, e toda graça por Ela pedida ao seu Filhinho Divino logo Lhe é concedida.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós!

 Por esta razão vos recomendo tanto quanto sei e posso, desejando que meu conselho seja gravado em vossa mente e em vosso coração, que invoqueis sempre o nome de Maria, sobretudo com esta jaculatória: Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós. É uma oração breve e comprovadamente muito eficaz. Aconselhei-a já a muitas pessoas e todas, ou quase todas, disseram-me que obtiveram bons resultados. E até agora nenhuma veio comunicar-me que não obteve a graça solicitada.

 Todos nós temos misérias, necessitamos de ajuda. Quando, pois, quiserdes obter alguma graça espiritual, tomai o costume de recitar esta jaculatória. Por “graça espiritual” se pode entender que sejamos libertados das tentações, das aflições de espírito, da falta de fervor, da vergonha na Confissão, que torna penosa demais a acusação dos pecados.

 A oração deve ser feita com insistência, com perseverança, com fé, com verdadeiro desejo de que sua solicitação seja atendida.

 Se eu souber que algum de vós rezou bem, mas em vão, minha vontade é de escrever uma carta a São Bernardo de Claraval, comunicando-lhe que ele errou ao redigir sua famosa oração.

 Pois ele afirma: “LEMBRAI-VOS, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenha recorrido à vossa intercessão, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado…” (Resumido de “Arautos do Evangelho” nº 209, p. 26-28)

São João Bosco (1815-1888) foi um sacerdote católico italiano, fundador da Congregação Salesiana, dedicada à educação de meninos pobres. Foi canonizado em 1934 pelo Papa Pio XI.

Pedindo luzes e ciências celestiais

Prece mariana de São João Eudes

Ó Senhora, com quanta razão Deus Vos deu este glorioso nome de Maria, que quer dizer Iluminada e Iluminadora.

Chamado de Pai das luzes e senhor das ciências (I Reis, II, 3), Ele quer Vos associar nestas suas divinas qualidades.

Quer que sejais a mãe das luzes celestiais e a mestra das santas ciências; pelo que seja Ele eternamente

bendito, louvado e glorificado.

Guardai-nos, ó Maria,

da ciência perniciosa que incha o coração e envenena a alma,

dessa condenável ciência que é a filha do orgulho,

a irmã da presunção, a alma da arrogância,

a mãe da impiedade e da apostasia, e

a causa da rebelião contra Deus

e contra a sua Igreja.

Dignai-Vos, ó Mãe, tornar-nos partícipes

de vossas sagradas luzes e de vossa divina ciência.

Fazei-nos sábios

com a ciência da salvação,

com a ciência dos Santos;

com essa formosa e invejável ciência que é

a filha da caridade,

a mãe da humildade,

a irmã da submissão,

a inseparável companheira da piedade,

o coração da santidade e

a nutriz de todas as virtudes.

Amém!

(cf EUDES, Juan. La Infancia Admirable de la Santísima Madre de Diós. Bogotá: San Juan Eudes, 1957, p. 195)

São João Eudes, sacerdote francês (1601-1680)

que fundou a Congregação de Jesus e Maria, para formação de padres, conhecidos como eudistas.

Seu carisma baseava-se na devoção aos Corações de Jesus e Maria.

Foi canonizado pelo Papa São Pio X.

 

Deus Filho precisava orar?

Cristo dirige-se ao Pai enquanto inferior,

mesmo sendo igual

  CATÓLICOS que somos, temos bem presente a doutrina cristã sobre a Santíssima Trindade, ou seja, um só Deus em Três Pessoas iguais: Pai, Filho e Espírito Santo. Sabemos também ser impossível entender este mistério da nossa Fé. No Céu saberemos.

 Mas há assuntos relacionados com esse altíssimo tema que, entretanto, não habitam nas nuvens do mistério. Um deles é: como explicar as várias passagens do Evangelho em que o Filho reza ao Pai? Se os Três têm o mesmo poder, não parece que Deus estaria pedindo a Deus algo para o próprio Deus?

 Vejamos a colocação de um teólogo do século V. Afirma o Santo Patriarca Hesíquio de Jerusalém que, desde toda a eternidade, o Filho desejava poder dirigir-se ao Pai enquanto inferior, mas era impossível, pelos motivos já mencionados.

 Então, “Maria resolveu essa questão com o seu fiat, permitindo ao Filho fazer-Se Homem. Era de dentro de sua natureza humana que Jesus elevava sua mente a Deus e exprimia os desejos de seu Sagrado Coração, rogando fossem eles concretizados. Ou seja, nunca Jesus rezou enquanto Deus ─ e nem teria sentido, aliás, Ele assim proceder ─ mas sempre o fez como homem, pois sabia que certas graças não seriam jamais obtidas senão por meio de seus pedidos, por isso ‘Ele andava retirado pelas solidões e a orar’ [Lc 5, 16]” (Mons. João Scognamiglio Clá Dias – O inédito sobre os Evangelhos – vol. VI – p. 241-242). #