Josefina Bakhita: escrava e santa

Sudão, grande produtor de algodão

8 de fevereiro

Da chibata pagã

à bondade cristã 

Década de 1870: invasores transtornam o Sudão, em busca de bens de valor e de jovens selecionados ─ homens e mulheres ─ para serem vendidos por altos preços nos mercados de escravos. As famílias especialmente visadas são as mais ricas e influentes como a de Bakhita, nascida em 1869.

Embora “afortunada” seja o significado de seu nome, só no fim da caminhada se torna realidade, pois na África a fortuna foge dela, deixando a escravidão ocupar seu lugar. Esta traz a tiracolo os sofrimentos morais e físicos, além de muitas humilhações. Seu calvário começa aos 7 anos, quando é raptada. Nos mercados de escravos ela é comprada e vendida várias vezes.

Afinal, e ainda na capital de seu país, o último comprador de Bakhita é um cônsul italiano, que acaba levando-a para a Itália, mais tarde.

Nunca mais pôde ver seus queridos pais, irmãos e irmãs. Oportunidade não faltou, mas o que deteve seus passos foi o pavor do regime da chibata e da… navalha!

Na Península vemo-la na função de babá numa família, e depois trabalhando no convento das irmãs canossianas.

Em 1890 ela foi batizada pelo cardeal patriarca de Veneza com o nome de Josefina, tendo 21 anos. Depois viu despontar a vocação religiosa, e optou por se tornar freira canossiana, na cidade de Schio.

Irmã Morena ─ Foram cinquenta anos de dedicação desinteressada nas várias funções exercidas na comunidade religiosa da Congregação das Filhas da Caridade Canossianas. “Irmã Morena” ─ como era carinhosamente chamada ─ foi sacristã, bordadeira, cozinheira e ainda cuidou da portaria.

Por seu zelo apostólico, bondade e generosidade, era muito estimada por todas. Com mais três virtudes ─ alegria constante, humildade e simplicidade ─ acabou por conquistar também os corações da população local.

Correndo os anos, veio uma enfermidade dolorosa e prolongada, que a levou para a Casa do Pai, a felicidade eterna.

Mas na agonia teve de debater-se com os longos e terríveis momentos vividos na escravidão, que vieram à memória.

Irmã Josefina Margarida Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, sendo canonizada no ano de 2000 por São João Paulo II. #

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Reze com a Irmã Bakhita

“pela minha gente” da África:

“Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a Tua bondadeOh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti!

Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava… e todos, todos os pobres negros da África.

Faça, ó Jesus, que também eles Te conheçam e Te amem. Assim seja!”

 

Mais detalhes sobre Santa Bakhita

 

Oração, esmola e cisterna furada

 

Para Santa Teresinha, a oração é um impulso

do coração, um olhar lançado ao Céu,

um brado de gratidão e amor,

tanto na provação quanto na alegria.

 

A COMUNICAÇÃO das pessoas com o Criador é feita adequadamente através da elevação da alma a Deus, ou seja, da oração. É o que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Os objetivos de elevarmos nosso espírito a Ele são: louvar, agradecer ou pedir as coisas de que necessitamos, para a alma e para o corpo. E são inúmeras!

A oração, onde nasce? No espírito ou na alma? Segundo a Bíblia ─ com mais de 1000 citações neste sentido ─, o coração é que reza, pois ele é o lugar do encontro com Deus. Isto nos ajuda a entender e praticar o conselho de estarmos sempre na presença do Altíssimo, com a intercessão de Cristo e a ajuda de sua Mãe Santíssima.

Mendigos de Deus Como devemos pedir? Com humildade, à maneira dos indigentes dos tempos de fé, que suplicavam: “uma esmola por amor de Deus!” Pois, segundo Santo Agostinho, nós humanos somos mendigos do Criador. Mas, privilegiados, porque o Todo-Poderoso está sempre disposto a atender os pedidos de quem O louva e Lhe agradece. Ele tem sede de que as almas tenham sede dEle, a ponto de reclamar: “Eles Me abandonaram a Mim, a fonte de água viva, para cavar para si cisternas furadas” (Jeremias 2,13). Não sejamos desse número…

Outra qualidade que deve acompanhar nossos pedidos é a insistência, a perseverança, conforme disse Jesus: “pedi e recebereis” (cf Mateus 7, 7-12).

Todo mundo sabe que existe uma infinidade de orações tradicionais para finalidades diversas. E também cada pessoa pode compor sua prece, conforme as necessidades e o impulso do coração.

 

ORAÇÃO CONTRA EPIDEMIAS

E CATÁSTROFES

Ó gloriosa criatura humana por Deus eleita Rainha celestial!

O zelo de Vosso Coração de Mãe não consegue descuidar dessa pecadora Humanidade na qual nascestes, e gerastes para nós o Redentor.

Será que as faltas de sete bilhões de pecadores ─ incentivados pelo maligno ─ não estão na origem e disseminação do mortal vírus chinês?

E das catástrofes que não param de acontecer?

Se Deus, através de Seus Anjos, é o governador da História, o que pensar de tudo isso?

Então, Senhora, perdão é o que nos ocorre pedir que consigais de Vosso Divino Filho.

Usai as chaves dos tesouros celestes ─ dos quais sois a Guardiã ─

para retirar e distribuir graças de arrependimento, conversão e emenda de vida. 

Assim, poderão ser criadas as condições para a atuação dos Anjos. E estaremos com a alma preparada para aceitar a vontade de Deus, quando algo ruim não for possível evitar. Amém.

 

Aprendendo a confiar, com Judite

 

Exaltai e invocai o Senhor,

porque nos livra das mãos dos inimigos.

Vem lá uma imensa tropa de guerreiros?

É uma cavalaria de cobrir morros inteiros?

Cercam a cidade para o povo render-se ou morrer de fome?

Juram passar os jovens ao fio da espada?

Esmagar as criancinhas e levar as filhas para o cativeiro?

Nada disso faz Judite apavorar. Inspirada e sustentada por Deus, ela faz um plano arriscado, confia e reza:

“Senhor, dai-me força neste momento!”,

e desfecha um golpe mortal no inimigo opressor, o forte e poderoso general dos assírios. #