Beija-flor, joia de Deus

Sou a beija-flor,

mas pode me chamar de colibri também;

o menor pássaro do mundo, quase um inseto.

Voando de flor em flor, vivo feliz.

Nem me passa pela cabeça que pode vir a faltar alimento em casa.

Pois, com minhas agilíssimas asas, desloco em qualquer direção, inclusive dou ré.

Isso me dá acesso a qualquer árvore, das quais meu bico comprido e afilado suga das flores, a qualquer hora, deliciosos e nutritivos méis para mim e para os meus filhotes.

Não sei o que é preocupação, incerteza. Isso é coisa de humanos…

Outras características de minha biografia, você pode colher aqui ou onde preferir.

Mas não deixe de ver os comentários de um professor, que se refere a mim – veja só! – como “joia criada por Deus“!

Fiquei pra lá de emocionada com o elogio, mas aprendi a agradecer tudo ao Criador. #

Os símbolos do Novo Adão

De Adão penitente às diversas simbologias de

Nosso Senhor Jesus Cristo

  PARAÍSO terrestre, ao cair da tarde. Hora de Deus conversar com Adão. Tempo de graça, muita graça: o Céu na Terra. Entretanto, ele perde este privilégio devido a um ato de desobediência a seu Criador.

 Agora tem de levar vida dura, com trabalho, doença e sacrifício.

 Mas Adão não consegue esquecer aquele convívio perdido, cuja lembrança alimenta sua alma. E passa a observar os símbolos postos na natureza pelo Criador, cujos significados tantas vezes tinha ressaltado a seus olhos maravilhados. Aqui, uma florzinha perfumada. Ali, um pássaro de cores reluzentes. Acolá, um alto monte coroado de neve.

 Então, a seu espírito pode ter ocorrido este pensamento de São Paulo: “As perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, tornam-se visíveis à inteligência, por suas obras” (Rm 1, 20).

  Admiração Com essa herança adâmica, homens e mulheres, pelos milênios afora, se abrem às simbologias do sobrenatural.

 No céu, um conjunto de três estrelas pode remeter à Santíssima Trindade. Um profeta vê noutro astro uma prefigura do Redentor, o Sol de Justiça (Malaq 3, 20).

 Cá na Terra, uma estrela conduz três reis ao berço de Jesus. Também o rei da floresta nos remete a Cristo, o Leão de Judá (Apoc 5, 5).

 Como não admirar as atitudes leoninas do Novo Adão, repreendendo os fariseus (cf Mt 23, 13-33) e desbaratando o comércio junto ao Templo (Mc 11, 15)?

 Por outro lado, Ele mesmo Se compara à videira que dá muitas uvas (cf João 15, 1-5), bem como ao Bom Pastor, que oferece a vida pelas ovelhas de seu rebanho (cf João 10, 11-16). Ovelhas essas ─ mansas e humildes ─ que parecem ter sido criadas para representar o conjunto das almas fiéis a seu Pastor.

  Cordeiro de Deus “Entretanto, ao longo de sua vida e, sobretudo, na hora suprema de sua Paixão e Morte, foi Jesus predominantemente o Divino Cordeiro.

 “Não sem razão, durante a Celebração Eucarística, memorial do Sacrifício do Calvário, o sacerdote apresenta aos fiéis a Hóstia consagrada, antes da Comunhão, dizendo: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’.

 “Dentre os inúmeros símbolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, escolheu a Santa Igreja esse como sendo o mais significativo para tão sagrado momento” (Mons. João Scognamiglio Clá Dias – O inédito sobre os Evangelhos – vol. VI – p. 313-314). #

Inteligentes, sejam felizes!

Como alcançar a felicidade?

  TUDO que existe foi criado por Deus, a fim de glorificá-lo. Esbanjando luz e calor sobre a Terra, o Sol mantém a vida de tudo que é vivo. E ainda proporciona dois belos espetáculos diários: um na chegada, outro na saída.

 Quem tem olhos para ver, percebe nisso a grandeza de Deus, concluindo que o Astro Rei cumpre, assim, com a finalidade para a qual foi criado.

O Sol se põe: missão cumprida

 O mesmo pode-se dizer das multidões de corpos celestes espalhados pelo espaço sideral, bem como dos minerais em geral.

 E o mundo vegetal? Quanta diversidade. Desde uma plantinha sem tamanho e sem nome, até uma sequoia de 128 metros!

 Não é diferente com os animais, sejam eles aéreos, terrestres ou aquáticos.

  Como esses seres dão glória a Quem os criou?

 É o Mons. João Scognamiglio Clá Dias que nos explica: eles glorificam a Deus “pelo simples fato de existirem e trazerem em si reflexos do Criador, como canta o Eclesiástico: ‘A obra do Senhor está cheia de sua glória’ (42, 16).

 “Entretanto, o dever de tal glorificação cabe em especial às criaturas inteligentes ─ Anjos e homens ─, por serem capazes de honrar a Deus por amor, de modo consciente, livre e voluntário” (O inédito sobre os Evangelhos – vol. VI – p. 194).

  O que faço eu, então?

 Deus é misericórdia, não é? Conhecendo, amando e servindo a Ele, eu pratico as virtudes cristãs e fico em condições de promover a Sua glória nesta Terra. Feito isto, eu alcanço a felicidade possível. Em posse desta felicidade, eu glorifico a Deus e, glorificando-O, encontro minha suprema felicidade, a celeste (cf Pe. Royo Marín).

 Concluindo este raciocínio, Mons. João afirma que as almas possuidoras desta alegria, têm o desejo de transmiti-la aos semelhantes. Surge, então, o complemento da verdadeira felicidade: fazer o bem às pessoas, levando-as “a participar das alegrias da virtude, nesta Terra, rumo às eternas alegrias do Céu” (Idem, p. 195). #