Feliz quem põe em prática a Palavra

 

A vocação do cristão exige o cumprimento íntegro da moral católica 

 

Naquele tempo, enquanto Jesus falava ao povo uma mulher levantou a voz no meio da multidão e Lhe disse:

“Feliz o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais

felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 27-28).

 

 “Os dois versículos do Evangelho de hoje nos apresentam um convite extraordinário, muito mais importante do que se fôssemos destinados a ser pai ou mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 “À imitação de Nossa Senhora, devemos ouvir e pôr em prática a Palavra de Deus, o que, em nosso caso, significa atender ao apelo universal à santidade feito a todo batizado e sermos inteiramente dóceis àquilo que a Providência inspirou em nossos corações.

 “Somos chamados a constituir as pedras vivas do edifício da Santa Igreja no mundo atual, tão desvairado pelo pecado e pervadido de horrores; somos chamados a abraçar a virtude e a levantar o estandarte da fidelidade à Igreja de Cristo.

  “Se assim procedermos, seremos felizes, tanto quanto cabe a nossa natureza decaída, como o foi a Virgem Maria, guardadas as devidas proporções.

 “A vocação do cristão exige o cumprimento íntegro da moral católica, condensada no Decálogo, e impressa no fundo de nossa alma. Deus está a todo momento nos conclamando para uma entrega, um combate, um progresso, um passo adiante, a fim de realizarmos em nossa existência a profecia do Protoevangelho: “Porei hostilidade entre ti e a Mulher, entre tua linhagem e a linhagem dEla” (GN 3, 15a). Nós somos essa linhagem em constante hostilidade com a linhagem da serpente, ao pormos em prática a Palavra de Deus.

 “Maria Santíssima, a Arca da Nova Aliança, Mãe de Deus e nossa Mãe, neste dia em que Se elevou gloriosamente aos Céus em corpo e alma, antecipou a vitória final prevista na maldição da serpente: “Ela [a Mulher] te esmagará a cabeça” (GN 3, 15b).

  “Vitória triunfal que será completa na ressurreição dos mortos, no fim dos tempos, quando o mal for definitivamente derrotado no Juízo Universal, e o Filho de Deus pronunciar a sentença final: “Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo” (Mt 25, 34).” [Mons. João Scognamiglio Clá Dias – “Arautos do Evangelho” nº 212, agosto 2019, p. 12-13]. #

 

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Aos pés do pequeno monte, grande alegria

  Acompanhe Jesus Cristo, e veja como foi a

ressurreição do filho da viúva

(Lc 7, 11-16)

  NAIM ─ aldeia situada na encosta setentrional do pequeno Hermon, a trinta e oito quilômetros aproximadamente de Cafarnaum ─ foi teatro de um dos maiores milagres de Jesus.

 Caía a tarde. O sol estava a ponto de esconder-se atrás das montanhas, quando o Salvador, acompanhado de seus discípulos e de uma multidão que não podia separar-se dEle, subia pelo estreito caminho que dava acesso ao lugar.

 Próximo da porta da aldeia, teve de ceder o passo a outro cortejo que dali saia em direção contrária. Era um enterro. Sobre um esquife, sem caixão, conduziam o cadáver dum jovem envolto num lençol.

 Atrás vinha com os parentes e amigos a mãe muito triste e desolada. Era viúva, e o defunto, quase menino ainda, era seu único filho e seu futuro arrimo. Morrera. Que seria dela dali em diante?

 Informado do que se passava, Jesus, sempre misericordioso e compassivo, disse àquela viúva inconsolável:

  ─ Não chores, filha.

 E aproximando-se do féretro, fez sinal para que parassem e o deitassem no solo. Toda gente se apinhou ao redor do Salvador. Que iria acontecer?

 Os entusiastas do divino Taumaturgo estavam acostumados a vê-lo operar estupendos milagres; mas, com um morto, que era levado à sepultura, que poderia Ele fazer?

 Os olhos daquela gente, arregalados pela curiosidade, não perdiam os menores movimentos do Mestre Jesus, olhando para o cadáver daquele rapaz, pálido e rígido pelo frio da morte, ordena-lhe em tom imperativo:

  ─ Moço, eu te digo, levanta-te!

 O calafrio da emoção eletrizou os circunstantes. Não havia dúvida, o morto ressuscitara. Todos podiam ver como o cadáver se movia e a sua cor lívida desaparecia; os olhos brilhavam, os lábios abriam-se; o defunto falava.

 Já não está morto. Vive; vive a sua vida plena.

 E Jesus, tomando-o pela mão, entrega-o à mãe, que, derramando lágrimas de comoção e alegria, prostra-se por terra para dar graças ao Senhor da vida e da morte (Pe. FRANCISCO ALVES – Tesouro de Exemplos – Ed Vozes – Petrópolis, RJ – 1958 – p. 10-11). #

50 milagres bíblicos

Transfiguração: uma cena catequética

Didática teatral divina faz os discípulos

verem Cristo glorioso

  APROXIMANDO-SE os dias em que seria morto, Jesus quis fortalecer a fé de três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João, pois antevia o tamanho da tragédia que teriam de enfrentar.

 Haveriam de presenciar a crucifixão dAquele que multiplicava pães e peixes, curava doentes e ressuscitava mortos; e que ─ segundo uma ideia fixa em suas cabeças ─ em breve poderia restaurar o reino de Israel, acabando com o domínio romano e com a cobrança de impostos, embora Ele já tivesse ensinado que seu reino não era deste mundo.

 Usando uma didática ao mesmo tempo teatral e divina, Cristo vai mostrar aos olhos dos três expoentes da futura Igreja, um pouco da sua glória no Céu, incluindo na cena a voz do Pai e as figuras de dois personagens de inteira confiança de todo bom israelita.

  No Monte Tabor – Então, convidando-os para o alto de um monte, transfigurou-se diante deles, fazendo com que seu rosto brilhasse como o sol, e suas vestimentas se tornassem de uma brancura resplandecente.

 E apareceram dois profetas: Moisés e Elias, que conversavam com ele. Os discípulos ficaram tão maravilhados que Pedro se dispôs a construir tendas para prolongar aquele convívio tão agradável.

 Veio então uma nuvem luminosa que os cobriu com a sua sombra, da qual ouviu-se uma voz: “Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o”.

 Ao descerem do monte, os discípulos conversavam sobre um dos profetas, dando ocasião para Jesus afirmar que “Elias, de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas” (cf Mateus 17, 1-9, Marcos 9, 2-8 e Lucas 9, 28-36).

  A festa litúrgica da Transfiguração do Senhor é no dia 6 de agosto. #