Beija-flor, joia de Deus

Sou a beija-flor,

mas pode me chamar de colibri também;

o menor pássaro do mundo, quase um inseto.

Voando de flor em flor, vivo feliz.

Nem me passa pela cabeça que pode vir a faltar alimento em casa.

Pois, com minhas agilíssimas asas, desloco em qualquer direção, inclusive dou ré.

Isso me dá acesso a qualquer árvore, das quais meu bico comprido e afilado suga das flores, a qualquer hora, deliciosos e nutritivos méis para mim e para os meus filhotes.

Não sei o que é preocupação, incerteza. Isso é coisa de humanos…

Outras características de minha biografia, você pode colher aqui ou onde preferir.

Mas não deixe de ver os comentários de um professor, que se refere a mim – veja só! – como “joia criada por Deus“!

Fiquei pra lá de emocionada com o elogio, mas aprendi a agradecer tudo ao Criador. #

Grande obra de duas moças

Depois da tempestade napoleônica, a brisa

refrescante das ordens religiosas

 Atual, pequena e acolhedora cidade de Lóvere, que no século XIX é um viveiro de iniciativas impulsionadas pela caridade católica: abrigos, escolas, hospitais, orfanatos. Pois a Península acaba de ser pisoteada pelas botas de Napoleão Bonaparte, deixando um rastro de destruição, à maneira de um furacão, tão violento que fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava naquele vento” (I Reis 19, 11).

  Mas, “depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira” (I Reis 19, 12). Aí estava o Senhor. Aí está a Igreja Católica, sempre solícita em socorrer seus filhos e filhas.

 Vocações vão surgindo, formatadas pelo Espírito Santo segundo as necessidades. É por isso que duas jovens acabam fundando uma instituição religiosa hoje espalhada em vários países.

Bartolomeia Capitânio (1807-1833) e Vicência Gerosa (1784-1847), são conterrâneas. Ambas têm o mesmo desejo: fazer bem ao próximo, pois este é um mandamento de Cristo.

 Mas uma não sabe o que pensa a outra, e vice-versa. ‘Como é que vou realizar o meu sonho? Sozinha?’

 Então, num belo dia, exclamam ao mesmo tempo: ‘o seu coração e o meu têm aspirações apostólicas idênticas!’ Partem para a ação, e surge a Congregação das Irmãs de Maria Menina, em 1832, com novas apóstolas. Nem a morte de Bartolomeia no ano seguinte consegue esmorecer estas bravas damas!

 Mais quinze anos foi o tempo que Vicência dirigiu a nova congregação, pois veio a falecer em 1847, deixando 250 religiosas.

 A caminhada ascensional da instituição foi tão rápida e empolgante que se espalhou em quase todos os países, contando atualmente com 8 mil religiosas. De fato, Deus opera maravilhas em seus santos e santas! #

Inteligentes, sejam felizes!

Como alcançar a felicidade?

  TUDO que existe foi criado por Deus, a fim de glorificá-lo. Esbanjando luz e calor sobre a Terra, o Sol mantém a vida de tudo que é vivo. E ainda proporciona dois belos espetáculos diários: um na chegada, outro na saída.

 Quem tem olhos para ver, percebe nisso a grandeza de Deus, concluindo que o Astro Rei cumpre, assim, com a finalidade para a qual foi criado.

O Sol se põe: missão cumprida

 O mesmo pode-se dizer das multidões de corpos celestes espalhados pelo espaço sideral, bem como dos minerais em geral.

 E o mundo vegetal? Quanta diversidade. Desde uma plantinha sem tamanho e sem nome, até uma sequoia de 128 metros!

 Não é diferente com os animais, sejam eles aéreos, terrestres ou aquáticos.

  Como esses seres dão glória a Quem os criou?

 É o Mons. João Scognamiglio Clá Dias que nos explica: eles glorificam a Deus “pelo simples fato de existirem e trazerem em si reflexos do Criador, como canta o Eclesiástico: ‘A obra do Senhor está cheia de sua glória’ (42, 16).

 “Entretanto, o dever de tal glorificação cabe em especial às criaturas inteligentes ─ Anjos e homens ─, por serem capazes de honrar a Deus por amor, de modo consciente, livre e voluntário” (O inédito sobre os Evangelhos – vol. VI – p. 194).

  O que faço eu, então?

 Deus é misericórdia, não é? Conhecendo, amando e servindo a Ele, eu pratico as virtudes cristãs e fico em condições de promover a Sua glória nesta Terra. Feito isto, eu alcanço a felicidade possível. Em posse desta felicidade, eu glorifico a Deus e, glorificando-O, encontro minha suprema felicidade, a celeste (cf Pe. Royo Marín).

 Concluindo este raciocínio, Mons. João afirma que as almas possuidoras desta alegria, têm o desejo de transmiti-la aos semelhantes. Surge, então, o complemento da verdadeira felicidade: fazer o bem às pessoas, levando-as “a participar das alegrias da virtude, nesta Terra, rumo às eternas alegrias do Céu” (Idem, p. 195). #