O grande livro da eternidade

Verdades imutáveis para a

mudança de ano

TUDO se entrelaça no homem, para além das finalidades imediatas de todas as coisas que ele faz: andar ou respirar, por exemplo. Tal é a linda complexidade da vida humana e do ser humano! Como é nobre pensar! Tudo quanto o homem possui no corpo existe para expressão de algo que ele tem na ideia, no pensamento, e todo o seu corpo não serve senão para expressão de sua alma espiritual, impalpável, que jamais morrerá e terá uma finalidade, mesmo quando ela não estiver unida ao corpo. E quanto é pouco o corpo, quando compreendemos que um dia a alma se desprenderá dele, deixando-o para se pôr na presença de Deus.

O corpo se desfaz, mas virá o momento em que esse pó esparso pela terra será recolhido pelos Anjos com um empenho enormemente maior do que o do pescador de pérolas, que as apanha no mais escuro do mar; mais do que qualquer pesquisador de brilhantes no seio da terra e nas galerias mais profundas.

Assim, a ação dos Anjos se estenderá sobre toda a Terra e recolherá o pó de cada um, para que renasça sob a forma da ressurreição dos mortos e se apresente de novo gloriosamente. Quanta queda! Quanto desfazimento! Quanta nulidade! Que glória magnífica e que eternidade!

Portanto, o homem viveu nesta Terra, levou sabe-se lá que existência — são tão variadas as vidas! Em certo momento, morre. Mas não acabou tudo; o melhor ou o pior está para começar. É o prefácio que acabou; o livro vem depois. É o grande livro da eternidade.  (…)

A humanidade constitui uma coleção. E o vale de Josafá, onde se acredita que se dará o Juízo Final, vai ser como um estojo onde vão estar guardados todos os espécimes dessa coleção, desde Adão até o último homem.  (…)

Está escrito no Gênesis que Deus criou todos os seres e, contemplando-os, considerou que, se cada um era bom, o conjunto era melhor (Gn 1, 31). O conjunto de todos os homens é mais belo do que cada homem individualmente. Então, poderemos dizer: “Que coisa magnífica é ser homem!”

                                                                                                                    Plinio Corrêa de Oliveira

                         (Revista “Dr. Plinio” nº 190 jan 2014)

 

Grupo de Estudos e Pesquisas

Leigos que professam a religião católica, apostólica, romana, e se consagram a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Grignion. Há bacharéis em teologia, missionários, escritores, professores, estudantes. Alguns colaboram em revistas, boletins e sites, ou exercem voluntariado em entidades beneficentes.

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