Noé e a quarentena diluviana

 

Cristo vem trazer a paz, mas quando Ele se manifestar,

será como nos dias de Noé

(cf Lc 17, 26 e 30 e Mt 24, 37-38).

O que aconteceu naqueles dias?

É bom a gente ver primeiro o porquê histórico. A humanidade está engatinhando ainda, mas já começa a desobedecer a Deus: o pecado original, a cruel morte de Abel por seu irmão Caim.

Foi-se o tempo em que o Criador vinha às tardes conversar com Adão no jardim do Éden.

A descendência do primeiro casal está se multiplicando e povoando pouco a pouco a terra, que não é mais o paraíso dos tempos avoengos.

A tribo descendente do primeiro assassino se torna numerosa, e numerosos são também seus pecados. O mau exemplo se espalha por toda parte, corrompendo a ainda pequena população.

Então, Deus Se arrepende de ter criado o homem, e planeja eliminar todos os viventes com uma monumental inundação.

Entretanto, um homem chamado Noé, navega contra a corrente, e procura seguir os ensinamentos dos avós. Ele vai ser poupado, recebendo de Deus a missão de salvar a si e sua família. Para tanto, com seus filhos, deve construir um grande navio, para suportar algumas pessoas e um casal de cada espécie de animal. Uma bicharada incontável! Não pode esquecer itens indispensáveis para a sobrevivência nos 3 meses sobre as águas. Será que se lembra de levar alguns novilhos para o churrasco?…

Deus não deixará faltar nada, pois fornece inclusive as características da arca: três andares, 200 x 33 x 20 metros, de madeira.

Noé e os filhos Sem, Cam e Jafet colocam mãos à obra, que depois de 100 anos está pronta! Isso mesmo. Lembre-se que nessa época é normal se viver 700 anos.

Um dos fatores da demora é a falta de apoio da população, que satura de chacotas os ouvidos deles:

O que é isso? Que dilúvio que nada… Nem é tempo de chuva. Vocês estão loucos!?…

Afinal, a grande embarcação está terminada e apetrechada.

Será que Noé, com seus 600 anos de idade, vai agora caçar leões, hienas e serpentes para encher a arca? E as aves? Não se preocupe. Deus providenciará.

Enquanto vão chegando os bichos, começa a cair do céu uma chuvinha fraca, e os céticos continuam com suas zombarias:

─ Ih! É essa chuvinha o dilúvio de vocês?

Não dê atenção aos chacoteiros, e ouça Jesus: Noé entra na arca, com sua mulher, 3 filhos e 3 noras, e a porta é lacrada. As águas se precipitam do céu e esguicham da terra durante 40 dias e 40 noites. É o dilúvio que chega e faz morrer todo mundo (cf Lc 17, 27). Alguns tentam entrar, sem resultado.

Em pouco tempo o grande navio está flutuando majestosamente. Só vai ancorar no Monte Ararat, 3 meses depois.

Imagine a algazarra dos animais ao saírem daquela longa ‘quarentena’…

Em seguida, Deus dá a Noé, como tinha dado a Adão, o domínio sobre todos os seres da criação. É uma nova humanidade que começa… #

 

Joaquim F. Silva

Nasce nas montanhas de Minas em 1942. Tipógrafo. Bancário. Forma-se em Contabilidade e estuda em faculdade. Radica-se em São Paulo, onde trabalha com artigos religiosos e exerce voluntariado em entidades assistenciais. Católico apostólico romano, leigo consagrado segundo o método de São Luís Grignion, bacharel em teologia, missionário. Tem colaborado em alguns sites. É redator de respostas a dúvidas de aderentes de associações beneficentes. Autor de livrinhos de vidas de Santos. Resumindo: deixa de contabilizar valores materiais, para divulgar certezas espirituais.

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