O irmão Leão e a escada branca

Caso típico da mediação de

Maria Santíssima

SÉCULO 13. Na diversificada Península Itálica, temos a próspera região da Úmbria, onde fica a incomparável Assis. Aqui, um jovem rico se torna pobre e está fazendo apologia da pobreza, para contrapor a alguns desvios na sociedade. Consegue atrair outros. São 12 membros que, à imitação de Jesus Cristo, indicam ao povo o caminho do Céu. Com palavras evangélicas e exemplo de vida. Escolheram a via do desapego dos bens terrenos, para melhor alcançar os eternos.

A devoção a Nossa Senhora é outra característica desse grupo, que está expandindo muito. O Céu os abençoa: até milagres estão operando; muitos milagres.

O jovem é Francisco, e Leão é um de seus seguidores.

Os muitos casos a respeito deles, que estão na boca do povo, são chamados de “fioretti”, ou seja, florezinhas.

Duas escadas ─ Dizem que esse Frei Leão teve o privilégio de uma visão sobrenatural: viu uma escada branca, no alto da qual estava Nossa Senhora; e outra vermelha, com Jesus Cristo lá em cima. Notou que alguns tentavam galgar a escada vermelha, mas caíam logo após subirem os primeiros degraus; tentavam de novo, mas não conseguiam.

Mas, os que escolheram a escada branca tiveram pleno êxito, pois quando começavam a se cansar, uma mão os puxava para cima, e assim chegavam seguros ao Paraíso. Frei Leão percebeu que a mão era de Maria!

Mediadora ─ Segundo o Pe. Manuel Bernardes (1644-1710), assim como para Deus não temos outro mediador senão Cristo, assim para Cristo não temos outra mais próxima e eficaz mediadora como lhe chamam os Santos Padres , senão Maria Santíssima Senhora nossa e Mãe Sua.

Esta, pois, é a escada branca; escada, porque serviu de descer Deus aos homens, e serve de subirem os homens a Deus; e escada branca, por sua inocência puríssima e candidez virginal. #

 

Prece de aniversário

Preparamos esta oração para o seu dia.

Não deixe de rezá-la ao

compartilhar o bolo!

Deus e Senhor meu,

agradeço-Vos a vida corporal e a alma espiritual que dadivosamente me destes, junto com tantas graças.
Vossa generosidade, entretanto, me incentiva a pedir mais: que neste meu aniversário eu possa “nascer de novo(João 3, 3).

Ou seja, obtenha novas forças e um amor redobrado, para Vos servir com maior dedicação neste novo ano de vida. Pois desejo que minha fé cresça sem parar.

Para isso, peço que os Santos Anjos sejam os governadores de minhas ações, pois a fé sem as obras é morta (cf Tiago 2, 17).

A quarentena do justo Jó

Arca de Noé

Exemplo para todos em tempo de pandemia

NETOS de Noé ─ aquele da Arca ─ encontram-se estabelecidos na Caldeia, bela região vizinha dos lendários rios Tigre e Eufrates, quatrocentos anos após o Dilúvio.

Daí Deus escolhe Abrão para dar origem ao povo privilegiado do qual nasceria Jesus Cristo (Mateus 1:1-17 e Lucas 3:23-38). É uma história tão especial que é chamada de sagrada. Cheia de prefiguras do Salvador.

Uma delas é Jó, chefe de tribo e muito rico em terras e rebanhos. Tem até status de rei. Família numerosa e unida, que o considera favorito de Deus.

Rebelde no Céu Entretanto, estando os Anjos junto ao trono do Altíssimo, intromete-se entre eles aquele espírito de nenhuma humildade e de muitos nomes ─ satanás, demônio, diabo, lúcifer etc ─, e lança um insolente mas inútil desafio ao Todo-Poderoso:

“Deixe-me provar a fidelidade do vosso servo Jó. Ele só é fiel a Vós porque tem muitos bens. Se eu tirar-lhe a riqueza e a saúde, voltará contra Vós”.

Deus dá permissão, proibindo, entretanto, de lhe tirar a vida.

Leproso, sem casa nem pão, tendo de ouvir desaforos

Tremendas catástrofes acontecem em pouco tempo. Bandidos invadem as propriedades, matam os empregados, levando os rebanhos e os objetos valiosos. Um furacão derruba a casa onde os filhos de Jó faziam uma festa, e todos morrem.

Jó fica só, sem teto, sem comida, e pega a terrível doença da lepra. Pior: os poucos familiares e amigos que se aproximam dele, não o ajudam em nada. Suas línguas só sabem dizer palavras ácidas: “isso é castigo por algum feio pecado seu; examine-se e arrependa-se!”

Ele responde: “O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1-21).

E aquele anjo revoltado continua azucrinando seus ouvidos:

“Eh, do que adianta sua fidelidade a Deus?”

Mesmo sem entender os motivos de tão cruéis e prolongados sofrimentos, Jó mantém-se paciente e fiel ao Senhor, que dá o bem e o mal segundo sua vontade soberana.

Lamentações, defesa e prece de Jó ─ Os longos dias de aflição surpreenderam-me. Quando esperava a felicidade, veio a desgraça; esperava a luz, e as trevas envolveram-me.

As minhas entranhas ardem com um fogo devorador. Tornei-me irmão dos chacais e companheiro das corujas.

Eis-me como um homem destruído, sem esperança, sem qualquer alegria.

À noite, a dor trespassa os meus ossos; o mal que me atormenta nunca dorme.

Entretanto, digne-se o Soberano Juiz escutar os meus desejos.

Ó meu Deus, se me pesar na balança da justiça, achar-me-á inocente.

Sempre temi o Senhor como as ondas do mar em fúria e nunca pude resistir ao peso da Sua majestade.

Nunca coloquei no ouro a minha esperança, nunca considerei o Sol e a Lua como ídolos dignos da minha adoração, pois isso é um crime monstruoso, significa negar o Deus Altíssimo.

Os meus pés seguiram sempre as Suas pegadas, Senhor, sem me desviar para a direita ou para a esquerda.

Mas, se Vos ofendi, arrependo-me de todo o meu coração, e desejo penitenciar-me nas cinzas e no pó.

Se Vós me pusestes à prova, dela sairei como o ouro acrisolado. Confiante, clamo por Vós, ó meu Deus!

Deus atendeu a oração do justo Jó. Em recompensa pela sua fidelidade, deu-lhe o dobro do que perdera. Teve vários filhos e filhas. E viveu ainda 140 anos bem vividos (cf Augustin Berthe – Relatos Bíblicos – p. 111-132). #