O importante papel da Auxiliadora

Participação no amor que Deus tem

pelas criaturas humanas

  EXCETO ADÃO E EVA que foram criados em idade adulta, todos os seres humanos necessitamos de ajuda durante toda a vida. Ou melhor, inclusive antes e depois da vida. Ajuda para nascer. Ajuda para crescer. Ajuda para bem viver. Ajuda para a despedida final…

Pois é bem diferente o último momento de cada pessoa. Algumas saem alegres e contentes, por estarem antevendo a felicidade eterna. Outras são acompanhadas por incertezas…

Recursos – Entretanto, todos temos condições de ir recorrendo a alguns recursos que nos darão alento, consolação, força e proteção sobretudo na hora que mais precisamos.

Um desses é a devoção Àquela que Cristo, no alto da Cruz, nos deu por Mãe: “Eis aí tua Mãe” (Jo.19, 26-27). Ela protege de modo especial às pessoas que A amam e nEla confiam, proporcionando-lhes alento, felicidade e paz principalmente nas horas de dificuldade.

Maria participa do que São Paulo qualifica de excesso do amor de Deus pelos homens. Se fosse possível reunir as solicitudes e as ternuras de todas as mães por suas filhas e filhos, não se conseguiria igualar ao amor que Maria tem por nós.

Em Nossa Senhora, quem é justo tem a paga de sua fidelidade.

E quem está em pecado? Consegue misericórdia.

E as pessoas aflitas? Encontram alívio e consolação.

# Maria, Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós! #

 

Feliz quem põe em prática a Palavra

 

A vocação do cristão exige o cumprimento íntegro da moral católica 

 

Naquele tempo, enquanto Jesus falava ao povo uma mulher levantou a voz no meio da multidão e Lhe disse:

“Feliz o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais

felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 27-28).

 

 “Os dois versículos do Evangelho de hoje nos apresentam um convite extraordinário, muito mais importante do que se fôssemos destinados a ser pai ou mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 “À imitação de Nossa Senhora, devemos ouvir e pôr em prática a Palavra de Deus, o que, em nosso caso, significa atender ao apelo universal à santidade feito a todo batizado e sermos inteiramente dóceis àquilo que a Providência inspirou em nossos corações.

 “Somos chamados a constituir as pedras vivas do edifício da Santa Igreja no mundo atual, tão desvairado pelo pecado e pervadido de horrores; somos chamados a abraçar a virtude e a levantar o estandarte da fidelidade à Igreja de Cristo.

  “Se assim procedermos, seremos felizes, tanto quanto cabe a nossa natureza decaída, como o foi a Virgem Maria, guardadas as devidas proporções.

 “A vocação do cristão exige o cumprimento íntegro da moral católica, condensada no Decálogo, e impressa no fundo de nossa alma. Deus está a todo momento nos conclamando para uma entrega, um combate, um progresso, um passo adiante, a fim de realizarmos em nossa existência a profecia do Protoevangelho: “Porei hostilidade entre ti e a Mulher, entre tua linhagem e a linhagem dEla” (GN 3, 15a). Nós somos essa linhagem em constante hostilidade com a linhagem da serpente, ao pormos em prática a Palavra de Deus.

 “Maria Santíssima, a Arca da Nova Aliança, Mãe de Deus e nossa Mãe, neste dia em que Se elevou gloriosamente aos Céus em corpo e alma, antecipou a vitória final prevista na maldição da serpente: “Ela [a Mulher] te esmagará a cabeça” (GN 3, 15b).

  “Vitória triunfal que será completa na ressurreição dos mortos, no fim dos tempos, quando o mal for definitivamente derrotado no Juízo Universal, e o Filho de Deus pronunciar a sentença final: “Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo” (Mt 25, 34).” [Mons. João Scognamiglio Clá Dias – “Arautos do Evangelho” nº 212, agosto 2019, p. 12-13]. #

 

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Maria, as almas do purgatório e nós

Quem reza por elas faz bom investimento 

  QUANDO alguém se refere a Igreja Católica, todo mundo pensa em pessoas vivas praticantes do Evangelho de Cristo. E está certo. É a Igreja Militante, pois a salvação da alma supõe esforço para adquirir virtudes, abandonar vícios e evitar pecados.

 Mas não é só isso, pois tem mais duas subdivisões:

 Igreja Triunfante designa pessoas já falecidas que estão salvas, no Céu (Santos e Santas canonizados ou não), e que têm a suprema alegria de estar na presença de Deus, vendo-O como Ele é, eternamente.

 A Igreja Padecente é formada por almas que, embora já com a salvação garantida, têm de passar pelo Purgatório a fim de pagar suas “dívidas”. Pois só se entra no Céu sem nenhuma sombra de pecado.

  Qual a relação de Nossa Senhora com essas almas? ─ Quem vai nos responder é o teólogo francês Pe. Jourdain:

 “As almas do Purgatório são caras à Santíssima Virgem; são predestinadas e santas, almas que muito A amam e que, em sua maior parte, A serviram com fidelidade durante sua vida sobre a Terra.

 “Nas almas do Purgatório Maria vê as filhas bem-amadas do Padre Eterno, as esposas de seu Divino Filho, os templos do Espírito Santo, as imagens de Deus que brilharão um dia no Céu com maravilhoso fulgor. Ela vê nessas almas o preço do sangue de seu adorável Jesus, as flores imortais que ornarão sua própria coroa durante a eternidade. Nelas, Maria vê seus próprios filhos […]

  E nós? Quem ajuda é ajudado ─ “Concorrendo para o alívio dessas almas, praticamos numerosos atos de virtude e preparamos nosso próprio socorro para o tempo em que estivermos no purgatório. […]

 “Bem raras são as pessoas que vão diretamente ao Céu, ao saírem desta vida. Portanto, se salvarmos nossa alma, a salvaremos passando pelo fogo. […]

 “Mas, se durante nossa vida nos aplicamos em sufragar as almas do Purgatório, […] não devemos temer de ser abandonados: o que fizemos pelos outros, ser-nos-á devolvido ao cêntuplo. Maria não permitirá que sejamos vítimas de nossa generosidade, e a nossa dívida ─ seja ela de dez mil talentos ─ logo será paga. […]

 “Roguemos, pois, pelas almas do Purgatório. Assim praticamos o bem, alegramos o coração de Nossa Senhora, enriquecemos o tesouro de nossos méritos e preparamos uma entrada mais fácil na mansão da eterna beatitude” (JOURDAIN, Z.-C. Somme des Grandeurs de Marie. Paris: 1900). #

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