Abelhas milagrosas de Santa Rita

Origem e fundamento dos milagres:

a fé em Jesus Cristo

  ABELHAS enxameam o rosto de um bebê, não o ferroam e ainda deixam mel em sua boca. É possível isso?

 Não é, mas aconteceu com Margherita. Trabalhando no campo, seus pais a deixam bem acondicionadinha à sombra de uma árvore. Um vizinho com uma mão aleijada vê abelhas brancas esvoaçando sobre o berço improvisado, e apressa-se em espantá-las. Grande é a surpresa quando nota que sua mão tinha sido curada!

 Aproximam-se os pais e notam que as abelhas entram e saem da boquinha da bebê, depositando mel em sua língua. Isto se dá poucos dias depois do seu batizado.

 E este não é o primeiro impossível de Santa Rita de Cássia. O próprio nascimento dela se dá em condições miraculosas, pois seus pais já eram idosos.

 Já que o assunto é abelha, é possível alguém conseguir que um enxame delas, todo ano em data fixa, apareça em determinado lugar? Impossível!

 Não para Santa Rita. Após sua morte, aquelas mesmas abelhas brancas começaram a aparecer todo ano no mosteiro das agostinianas, onde ela viveu seus últimos anos. Chegavam lá na Semana Santa e ficavam até o dia 22 de maio. Depois se retiravam, para retornar no ano seguinte. Até hoje podem ser vistos pelos peregrinos os buraquinhos feitos por elas nos muros do mosteiro.

 E qual a possibilidade de uma parreira totalmente seca voltar a dar uvas?

 Nenhuma. Mas, em obediência à ordem da superiora, aconteceu com a Irmã Rita.

 A fé nos torna fortes como Deus – Ora, são milhares os milagres operados por intermédio desta santa, bem como por outros Santos e Anjos. Qual a razão disso?

 Veja a resposta de Jesus: “Quem crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas” (João 14, 12).

 Comenta Mons. João Clá Dias: “A fé é capaz de mover montanhas, pois por detrás dela está o poder de Deus, e quando alguém se une à força divina pela robustez de tão valiosa virtude, torna-se forte quanto é forte o próprio Deus” (O inédito sobre os Evangelhosvol. VI. São Paulo: Inst. Lumen Sapientiae, 2012, p. 395).

 Com tantos e tão poderosos intercessores humanos e angélicos fazendo a comunicação entre o Céu e a Terra, só temos razões para confiar. #

Visita da Virgem Maria a Santa Isabel

31 de maio

É uma visita tão importante que merece ser bem comemorada, pois envolve quatro pessoas muito especiais.

Duas senhoras portadoras, cada uma, de um tesouro.

Isabel traz João, “o maior homem nascido de mulher” (Mt 11, 11).

A Virgem dará à luz o Filho de Deus!

  NESTE dia a Igreja Católica comemora a visitação de Maria a sua prima Isabel (Lucas 1, 39-56). Pois o Arcanjo Gabriel acaba de anunciar a Maria a decisão do Pai: Ela conceberia o Filho por intermédio do Espírito Santo. E mais: sua idosa prima Isabel está grávida, pois para Deus nada é impossível.

Maria não pensa duas vezes. Tem de apoiar a parenta! Mesmo que seja preciso percorrer a pé 100 montanhosos quilômetros até Hebron.

Segundo o Evangelho de São Lucas, o bebê João, fruto também da ação de Deus, movimentou-se no ventre de Isabel quando esta ouviu a saudação da Virgem de Nazaré, reconhecendo assim a presença, em Maria, de outro bebê, Jesus.

Santa Isabel e São Zacarias recebem a Virgem Maria e São José 

Então, Isabel pronuncia a inspirada frase: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!”, que se torna parte da oração Ave Maria (Lucas 1, 42), a prece mais rezada em escala mundial.

Entretanto, só no século XIII – portanto na Idade Média –, que a Visitação começa a ser festejada, por iniciativa do franciscano São Boaventura, contemporâneo de São Tomás de Aquino. Espalha-se pelo mundo católico, sendo comemorada em diferentes datas, até que, sete séculos depois, Paulo VI decide colocá-la no dia 31 de maio, entre a Solenidade da Anunciação do Senhor (25 de março) e a do Nascimento de João Batista (24 de junho), para harmonizar melhor com o relato da Bíblia.

A Visitação é contemplada no segundo Mistério Gozoso da oração do Santo Rosário. Esse tema é um dos grandes assuntos que a arte cristã se ocupa, tendo sido representado por diversos artistas famosos. #

São Policarpo de Esmirna

Heróis dos primeiros séculos da era cristã,

elos que ligam a Tradição à Bíblia

  CONVERTIDO à religião católica no ano de 80, Policarpo (69-155) foi discípulo de São João Evangelista, de quem recebeu o espírito e a doutrina de Jesus Cristo.

Em 96 foi sagrado bispo, sendo-lhe confiada a diocese de Esmirna, na atual Turquia.

“Sei tua tribulação e pobreza, porém, és rico”. “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apoc. 2, 8-10). É possível que estas passagens do Apocalipse de São João refiram-se a Policarpo.

Inácio de Antioquia, outro santo, bispo e mártir, alegrou-se muito com a visita de Policarpo, e escreveu duas cartas importantes: uma ao próprio Policarpo e outra aos fiéis de Esmirna, em que lhes dá sábios ensinamentos sobre a santa doutrina.

Policarpo de Esmirna, bispo e mártir

Policarpo administrou a diocese como verdadeiro apóstolo, com firmeza e caridade, pela palavra e pelo exemplo, como compete a um verdadeiro pastor de almas. Muitos infiéis converteram-se ao Cristianismo.

É de sua autoria uma carta aos Filipenses, repleta dos mais belos ensinamentos e sábios conselhos. No tempo de São Jerônimo esta epístola costumava ser lida publicamente nas igrejas.

Já avançado em idade, fez uma viagem a Roma, para tratar com o Papa Aniceto sobre a questão da Páscoa. Encontrou muitos cristãos que se tinham deixado enganar pelos hereges, e reconduziu-os ao caminho da verdade.

Perguntado pelo herege Marcion se o conhecia, respondeu prontamente que sim: você é o filho mais velho de Satanás!

De volta à Ásia, encontrou na diocese o decreto de perseguição, publicado pelo imperador Marco Aurélio. A autoridade local tentou fazê-lo queimar incenso aos deuses pagãos, ao que ele retrucou:

  “Ameaça-me com fogo que dura apenas alguns momentos. O que eu não quero é ir ao fogo eterno que nunca se apaga”.

Mataram Policarpo com golpes de espada e lançaram seu corpo ao fogo.

“Tiramos das cinzas os ossos, para nós mais preciosos que ouro e pedrarias, e esperamos poder, com a graça de Deus, reuní-los, para festejar o dia do seu aniversário, isto é, do seu martírio”, que foi em 23 de fevereiro de 155 (ata do martírio).

O túmulo de São Policarpo, um dos Padres Apostólicos, acha-se numa capela em Esmirna. #

Fonte