A oração vem do coração

O ser humano contingente

tem necessidade do

Ser Divino Onipotente!

  TODO homem e toda mulher, no momento em que Deus determina ou permite, cessa de viver. O corpo volta para a terra, de onde veio. Mas a alma nunca vai morrer, e o destino dela é a eternidade: ou vai para o Céu ― depois de um tempo no purgatório ― ou vai direto para um lugar de tormentos, do qual tem gente que até evita mencionar o nome: inferno.

 Portanto, a salvação da própria alma é o que devemos procurar com o máximo empenho, não só para evitar sofrermos para sempre, mas sobretudo para podermos glorificar a Deus, que é a finalidade para a qual Ele nos criou. Tanto mais que após a ressurreição final, o corpo vai se reunir à alma novamente, esteja esta no paraíso ou naquele lugar…

 A felicidade eterna, nós a perdemos pelo pecado original e pelos pecados atuais. Entretanto, Jesus Cristo na cruz pagou pelas nossas faltas, e instituiu a Igreja Católica para garantir aos humanos a salvação eterna. E deixou vários recursos ― todos gratuitos! ― que podemos usar para esse fim: as Sagradas Escrituras, os Dez Mandamentos da Lei de Deus, a Santa Missa, os Sete Sacramentos, os Cinco Mandamentos da Igreja, a oração, etc.

 Podemos comparar estes recursos aos componentes do motor de um carro, associando a oração com o óleo. O que acontece se faltar esse líquido no motor?

 Nós podemos e devemos usar o ‘lubrificante’ espiritual da oração em todos os momentos de nossa vida.

  O que é a oração? ― Baseando-se nos ensinamentos da Bíblia e dos Santos, afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf CIC 2558-2562, 2572 e 2599):

  A oração é um impulso do coração.

  É a elevação da alma a Deus.

  É o pedido a Deus dos bens convenientes.

  A oração tem como fundamento a humildade.

  A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração.

  As criaturas humanas são mendigas de Deus.

  Deus tem sede de que tenhamos sede dEle.

  A oração é o encontro entre a sede de Deus e a nossa.

  A oração restaura no homem a semelhança divina e o faz participar do poder do amor de Deus que salva a multidão.

  De onde vem a oração humana? As Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito, mas sobretudo do coração (mais de mil vezes). É o coração que reza. Se ele está longe de Deus, a expressão da oração é inútil.

  Foi com seu coração de homem que o Filho de Deus aprendeu a rezar com sua Mãe, que conservava e meditava em seu coração todas as “grandes coisas” feitas pelo Todo-Poderoso.

 O divino Aluno também ensina a rezar, atendendo, por sua vez, ao pedido de seus discípulos, que O viam frequentemente ausentar-Se da multidão para falar com o Pai.

 Daí a oração do “Pai-Nosso“, a prece perfeita, desabrochada do Sagrado Coração de Jesus. Ela contém: louvor a Deus, pedidos sobre o reino, para nossas necessidades, de perdão, contra as tentações e para nos livrar do mal.

 Há uma infinidade de outras orações e jaculatórias, compostas pelos mais variados autores: Deus Filho, Anjos, Nossa Senhora, Santas, Santos, etc, das quais poderemos tratar oportunamente. #

Angeologia: entenda estes espíritos celestes

 

ANGEOLOGIA é o ramo da teologia que estuda os Anjos, a

respeito dos quais muitos têm dificuldade para explicar.

 

Encontro inesperado com os Anjos

numa sala de espera

  ZABELINA e JUVENAL vão se casar. Estão na secretaria paroquial para as tratativas de praxe. A fim de testar seus conhecimentos sobre religião, o pároco faz ao casal algumas perguntinhas, entre as quais esta:

 – Juvenal, o que você me diz sobre os Anjos da Guarda?

 – Eu acho que são criaturas com forma humana, mas com asas, que cuidam da segurança no Céu, para não ter mais revoltas lá, entendeu?

 – Imaginativo, hein?…  Senhorita, dê uma ajudinha a seu noivo…

 – Eh… padre… quer dizer, eu ouvi assim que todas as pessoas têm um protetor chamado Anjo da Guarda, mas eu nunca vi o meu. Acho que ainda estou desprotegida…

 – Não diga isso, filha. A toda criatura humana que nasce, Deus destina um Anjo para protegê-la durante toda a vida. Deus não esquece ninguém!

  Espíritos mensageiros – Estou vendo que preciso dar a vocês um reforço sobre esse assunto. Sentem-se, por favor. Vai ser rápido. Vejam o que diz o Catecismo da Igreja Católica (cf nº 328 a 336):

 As fontes da revelação de Deus à Humanidade – ou seja, a Sagrada Escritura e a Tradição – confirmam a existência dos Anjos, como sendo seres espirituais. Portanto, isso é uma verdade de Fé (cf 328).

   Os Anjos são espíritos mensageiros de Deus (cf Santo Agostinho). São criaturas pessoais e imortais, com inteligência e vontade. A perfeição deles ultrapassa a de todas as criaturas visíveis, o que é confirmado pela sua glória esplendorosa. Eles são poderosos executores das ordens do Altíssimo, sempre atentos à Sua palavra (cf Salmo 103, 20).

   Às ordens de Deus – Estes espíritos celestes pertencem a Cristo, porque foram criados por Ele e para Ele. Palavra de São Paulo: “Em vista d’Ele é que foram criados todos os seres que há nos céus e na terra, os seres visíveis e os invisíveis, os Anjos que são os tronos, dominações, principados e potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1, 16).

 Mais de trezentas vezes eles são citados em toda a Bíblia, onde não faltam notícias sobre a atividade angélica. Embora sendo espíritos, eles têm poder sobre a matéria.

 E estão a serviço do plano divino da salvação: fecharam o paraíso terrestre; detiveram a mão de Abraão; conduziram o povo de Deus pelo deserto; assistiram os profetas. Foi o Anjo Gabriel que anunciou o nascimento do Precursor João Batista e o do próprio Jesus.

 Em toda a vida de Cristo a adoração e o serviço dos Anjos se fazem presentes. Eles protegem a Sua infância, servem-n’O no deserto e confortam-n’O na agonia. São ainda os Anjos que evangelizam, anunciando a Ressurreição de Cristo. E estarão presentes quando da Sua segunda vinda, que anunciam, e ao serviço do seu Juízo.

  Campo de ação angélica – A ajuda poderosa e misteriosa dos Anjos beneficia toda a vida da Igreja, o que é atestado pela liturgia em variadas circunstâncias. Ela inclusive festeja a memória dos três arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael (29 de setembro).

 E no dia 2 de outubro, para a festa do Anjo da Guarda, a Igreja nos propõe este trecho do Êxodo (23, 20-21): “Vou enviar um Anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Esteja de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz”.

 Portanto, desde o seu começo até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. Cada pessoa tem a seu lado um Anjo como protetor e pastor para guiar seus passos nesta terra, rumo ao Céu.

 “A cada homem (ou mulher) em sua peregrinação terrestre é delegado um Anjo para sua guarda” (São Tomás de Aquino. Suma Teológica, I, q. 113, a. 4).

  Mais informações sobre Angeologia? Clique: Estrelas e Anjos e Grigio. E fique atento a novos posts que possam sair sobre o assunto. #

Por quê não se pode comer carne na Sexta-Feira Santa?

Jejuar e abster-se de carne nesse dia é um suave preceito da

Igreja Católica, em seu 4º Mandamento

  QUARESMA é um tempo de graças durante o qual a Igreja convida todos os seus filhos a se prepararem para compreender e receber melhor o significado e os frutos do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no mistério de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Esta preparação é realizada principalmente através do jejum, da oração e da esmola (Cf. Mt 6, 1-18).

  O jejum, em todos os tempos, sempre foi considerado como uma manifestação do espírito de penitência, grato ao Senhor.

 Vemos a rainha Ester implorando o auxílio de Deus para salvar o povo judeu do extermínio, praticando o jejum (cf. Est 4, 16).

 O Rei Acab suplicando e obtendo o perdão do seu erro, através do jejum (cf. 1Rs 21, 27).

 A vitória de Judite contra Holofernes tendo em sua raiz o jejum realizado por ela e por todo o povo hebreu (cf. Jd 4, 8).

 Mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo quis iniciar sua vida pública praticando um jejum de quarenta dias em expiação pelos nossos pecados (cf. Lc 4, 2). Ele ensina aos Apóstolos que há certos demônios que só podem ser expulsos através do jejum e da oração (cf. Mt 17, 20).

    Agradável a Deus A prática do jejum não deve ser algo meramente exterior, mas deve partir, sobretudo, do coração da pessoa. Deus, através do profeta Isaías, repreende aqueles que no dia do jejum tratam de negócios e oprimem os empregados, fazem litígios, brigas e agressões impiedosas (cf. Is 58, 3-4). Não é este o jejum que agrada a Deus, mas sim aquele que parte de um coração profundamente entregue a Ele.

 Mortificando o corpo, a pessoa consegue fortalecer o espírito para vencer na luta constante contra as tentações.

  Norma suave A Igreja exige dos fiéis apenas dois dias de jejum ao ano: na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. Sendo que é apenas um jejum parcial, ou seja, podendo fazer uma refeição completa e duas leves no dia, e não comendo nada nos intervalos.

 O jejum é para maiores de 18 anos até os 59 anos completos. Grávidas, pessoas doentes ou que estão muito debilitadas, não estão obrigadas a cumprir este preceito.

  Jejum das palavras Além da prática da penitência interna e individual com o jejum dos alimentos, a Igreja recomenda vivamente a penitência externa e social com a prática do jejum da língua ou das palavras, evitando, por exemplo, comentar os defeitos dos outros; da audição, evitando ouvir conversas que possam denegrir a alguém, músicas que ofendam a Deus; entre tantos outros. Tudo isso deve ser realizado constantemente, mas de modo especial no período quaresmal.

 Possa este tempo de Quaresma ser ocasião de bênçãos e de purificação para todos, buscando a prática de um jejum que seja grato ao Senhor. (Jejum que agrada a Deus)

  Não comer carne A Igreja recomenda que, em certos dias (ver abaixo) não comamos carne. Peixe e frutos do mar podem ser consumidos nesses dias.

 O Código de Direito Canônico (CIC) determina que se pratique a abstinência de carne em toda a Igreja, todas as sextas-feiras do ano e durante o tempo da Quaresma (CIC 1250), ficando a critério de cada conferência episcopal definir a sua observância.

 No caso do Brasil, a CNBB substitui a abstinência de carne das sextas-feiras da Quaresma por “outras formas de penitência, principalmente obras de caridade e exercícios de piedade” (CIC 1253). Fica como obrigatória para os católicos brasileiros maiores de quatorze anos, a Quarta-Feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa. (cf Polyana Gonzaga – a12.com).  #