São Saturnino, terror dos ídolos

29 de Novembro

A devoção a este santo é uma das mais populares

na França e na Espanha

  NASCIDO na Grécia, foi o primeiro bispo de Toulouse nos anos 250. Era uma época em que a Igreja Católica, perseguida, contava com poucas comunidades naquela região. E nos templos pagãos era grande o número de adoradores de deuses que “têm boca, mas não falam; olhos, mas não podem ver…” (Salmo 113, 12-16).

 Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, começara a evangelização do Egito, onde converteu um bom número de pagãos.

 Foi então para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália.

  Missionário – Por onde andava, fazia fervorosas pregações, convertendo ao Cristianismo quase todos os habitantes que encontrava.

 Consta que ele ordenou o futuro Santo Honesto, e juntos foram para a Espanha, onde teria também batizado São Firmino. Depois regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens.

 Fixando-se em Toulouse, Saturnino foi seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino celebrava o santo sacrifício da missa e dava a comunhão aos católicos.

  Morto por um boi – Assim, ele e outras quarenta e oito pessoas foram descobertas na hora da Missa num domingo, sendo presas e julgadas. O juiz ordenou que o bispo sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados. O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs.

 No século VI, para abrigar suas relíquias, um duque francês mandou erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora do Touro.

 A festa de São Saturnino, bispo de Toulouse, é no dia 29 de novembro (cf site Paulinas).

  Contra idolatria – Comenta o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira que São Saturnino “possuía uma ação de presença pela qual o simples fato de passar diante dos ídolos, através dos quais os demônios falavam, fazia com que os espíritos maus fugissem e os falsos deuses emudecessem” (Rev. Dr. Plinio nº 260).

 Portanto é uma devoção muito atual para fazer face aos ídolos que estão aparecendo por aí…

 

Beato Tomás de Florença

31 de outubro

Um bandido que se torna missionário

  A BELA CIDADE de Florença o vê nascer, em 1370. Seu pai exerce a profissão de matar animais irracionais, em seu açougue, para alimentar os racionais.

 Apesar de ter recebido de seus progenitores autêntica formação religiosa, não resiste à tentação da bandidagem. Ainda jovem ei-lo envolvido com uma quadrilha que assola a região, cometendo violências, extorsões e outros crimes.

 Mesmo dedicando-se ativamente à ‘profissão’ de bandido, é traído por seus comparsas e preso. Depois de muito tempo vendo ‘o sol nascer quadrado’, põe a mão na consciência e arrepende-se.

 Libertado, conta a um sacerdote todos os seus crimes, e este o reconcilia com Deus.

 Tomás realiza, então, uma radical mudança de vida. Aos 30 anos é admitido como irmão leigo na Ordem Franciscana, onde persevera até o fim de seus dias.

 Percebendo seus superiores que ele tem muito zelo pela salvação das almas, é designado mestre de noviços, mesmo continuando como irmão leigo.

 Passados alguns anos, São Bernardino de Sena o envia para cuidar de conventos que acabavam de ser fundados.

 Irmão Tomás não mede esforços para ajudar o Papa a promover a unidade dos cristãos, divididos pelo cisma. Com 60 anos participa de uma missão ao Oriente para convencer aquelas comunidades a participarem do Concílio de Florença, convocado pelo Papa com a finalidade de restabelecer a harmonia.

 E seu zelo apostólico vai mais além. Quer ir à Etiópia, entretanto o sultão do Egito não deixa. Faz três tentativas mas é preso e açoitado pelos muçulmanos, que o libertam só após receberem do Papa a importância do resgate.

 Este valoroso missionário de 77 anos de idade, ainda pede diretamente ao Papa licença para retornar aos países muçulmanos. Não realiza este grande anseio porque falece na véspera da partida, em 31 de outubro de 1447. #

 

Grandezas da humildade – II –

Ensinamentos dos Santos e o exemplo

de Nossa Senhora

São Gregório Magno: Acrescenta São Lucas: “Todos os vales sejam levantados, todas as montanhas e colinas sejam abaixadas”. O que designam aqui estes vales, senão os humildes, e os montes e as colinas, senão os orgulhosos? Com a vinda do Redentor, segundo a sua própria palavra, “quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc 14, 11).

Todos os vales serão levantados porque os corações humildes, ao acolherem a palavra da santa doutrina, serão cumulados pela graça das virtudes, segundo o que está escrito: “Das fontes fez jorrar rios, que serpenteiam nos vales” (Sl 104, 10).

Santo Agostinho: O nosso caminho é Cristo na sua humildade; Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo; se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás forte no Senhor. Assim, tornando-Se nosso caminho, Jesus exorta-nos: “Entrai pela porta estreita!” (Mt 7, 13). A pessoa esforça-se por entrar, mas o inchaço do orgulho impede-a de tal. Deve, então, aceitar o remédio da humildade, beber esse medicamento amargo, mas salutar.

E para receber aulas de humildade, escolha o pescador. Pois o senador, o orador e o imperador podem gloriar-se daquilo que são; o pescador apenas pode gloriar-se de Cristo. Assim, será o pescador a ensinar-lhes a humildade que leva à salvação.

São Bernardo de Claraval: A graça de Deus é um bálsamo muito puro, que precisa de um vaso muito especial. Ora, o que há de mais puro que a humildade de coração? É por isso que Deus “dá a sua graça aos humildes” (Tg 4, 6). Foi com razão que “Ele pousou o seu olhar na humildade da sua serva” (Lc 1, 48); porque num coração humilde a plenitude da graça pode expandir-se livremente.

Eva, a primeira mulher, é substituída por Maria, uma mulher humilde. Em vez do fruto da árvore da morte, Ela apresenta aos homens o Pão da Vida, substituindo aquele alimento amargo e envenenado, pela doçura dum alimento eterno.

São Luís Maria Grignion de Montfort: Ao longo da sua vida, Maria deu muito pouco nas vistas. A sua humildade era tão profunda que não teve na Terra interesse mais forte e mais constante do que esconder-se perante si mesma e perante toda criatura, para só ser conhecida por Deus.

Santo Agostinho: Foi para tratar o teu orgulho que o Filho de Deus desceu e Se fez humilde. Porque te orgulhas, se Deus Se fez humilde por ti? Talvez te envergonhe imitar a humildade de um homem; imita então a humildade de Deus.

A ti, ordena-se que sejas humilde. Ouve a Deus que te ensina a humildade: “Não vim fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou” (Jo 6, 38). Vim, humilde, ensinar a humildade, como mestre de humildade. Aquele que vem a Mim incorpora-se a Mim e torna-se humilde. Não faz a minha vontade, mas a vontade de Deus. Desse modo, não será lançado fora (Jo 6, 37), como quando era orgulhoso.

Eis alguns aspectos pontuais sobre esta virtude grandiosa, embora seu nome pareça remeter para o que é pequeno. #

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