Primeiros passos no jardim do éden

 

Deus é a Sabedoria, o Sumo Bem,

a Onipotência

 

Para espelhar Suas qualidades ─ em apenas seis dias ─, cria incontáveis Anjos, e faz brotar do nada um universo tão imenso. Surgem esferas aos trilhões, desfilando sem se chocarem, num espaço sem fim.

Prepara uma bola de 510 milhões de quilômetros quadrados, guarnecida por nuvens de chuva e sombra. Planta nela uma vegetação abundante, onde vive imensa variedade de animais terrestres, aéreos e aquáticos. Para estes últimos, aquários especiais: oceanos, lagos e rios.

Está tudo pronto para a entrada da mais perfeita das criaturas visíveis. Obra prima da Criação material, Adão é colocado por Deus no paraíso terrestre, onde as árvores se inclinam a fim de oferecer-lhe seus doces frutos.

Os nomes apropriados a todos os animais resultam de sua sabedoria.

Para completar a obra, o Altíssimo ─ não querendo que o homem estivesse só ─ providencia a criação de Eva.

O primeiro casal vive feliz nesse éden divinamente preparado. Seguindo instruções do Criador, chegam filhos e filhas, começando, assim, a povoar a Terra.

Entretanto, lá no Alto, dos puros espíritos que servem junto ao trono da Trindade, alguns se rebelam, querendo ser iguais a Deus. Têm de ser expulsos do Céu e condenados ao inferno. São chamados de demônio, satanás, diabo e outros nomes tão feios quanto eles próprios.

Estes espíritos revoltosos desejavam impedir, por inveja, que o homem pudesse gozar a felicidade eterna que eles perderam. Para tal, um deles tomou a forma de serpente e tentou Eva para que ela comesse o fruto [de certa árvore que Deus havia proibido comer] e convencesse Adão a comer também. Após eles terem devorado o fruto, ficaram cheios de confusão. Por esse pecado de desobediência foram expulsos do paraíso.

Foi este pecado que deu origem a todos os outros, transmitido de Adão à sua descendência. Daí originaram-se todos os males que atingem corpos e almas de todos os humanos.

Adão e Eva tiveram diversos filhos. Caim era agricultor e Abel, pastor. Deus aceitou os sacrifícios de Abel e rejeitou os de Caim. Este, por inveja matou o seu irmão e foi punido: passando a andar errante e sem poder encontrar refúgio.

Caim deixou descendentes, como Jubal (que inventou a música), Tubalcaim (descobriu o modo de fundir o ferro) e Noêmia (fiação de lã e tecelagem).

Outro filho do primeiro casal foi Set, um homem bom que deixou numerosa descendência, entre eles destacam-se:

Hénos: O primeiro a realizar um culto externo a Deus.

Henoque: Transladado milagrosamente do convívio dos homens.

Matusalém: Conhecido por ser o homem com vida mais longa.

No entanto, a descendência de Set se misturou com a de Caim, gerando gigantes monstruosos que encheram a terra de vícios e crimes.

Mas, Noé e sua família permaneceram fiéis no meio da depravação geral, e encontraram graça diante de Deus, que os ordenou que construíssem uma arca.

E também mandou que Noé lhes pregasse a justiça, para que se arrependessem. #

O corpo místico de Cristo

Segundo a doutrina católica, Nosso Senhor Jesus Cristo 

nasceu da Virgem Maria, ensinou um conjunto de doutrinas, morreu na Cruz e ressuscitou. E está, com seu corpo físico, à direita do Pai na glória eterna.

Mas há também o seu corpo místico ou espiritual, que é a Igreja. Essa denominação, usada já por vários escritores antigos, é comprovada por muitos documentos dos Papas. E há muitas razões para se adotar esta expressão, pois que por ela o corpo social da Igreja, cuja cabeça e supremo regedor é Cristo, pode distinguir-se do seu corpo físico, nascido na Gruta de Belém.

É o que nos ensina o Papa Pio XII, na Encíclica Mystici Corporis Christi, concluindo:

“Realmente não há coisa mais gloriosa, mais honrosa, mais nobre, que fazer parte da Igreja, santa, católica, apostólica, romana, na qual nos tornamos membros de tão venerando corpo; nos governa uma tão excelsa cabeça; nos inunda o mesmo Espírito divino; a mesma doutrina, enfim, e o mesmo Pão dos Anjos nos alimenta neste exílio terreno, até que, finalmente, vamos gozar no Céu da mesma bem-aventurança sempiterna” (nº 89).

 

Tesouros da Igreja na balança de Deus

 

Boas contas, a garantia possível

 

Há mais de quatro mil anos, a invenção da balança teve relação com a necessidade de se pesar um valioso metal e… corações humanos. Com efeito, esse instrumento foi elaborado para pesar ouro; entretanto, egípcios ─ lá dos idos tempos faraônicos ─ passaram a usá-lo também para a pesagem de corações de pessoas mortas, a fim de se saber o destino eterno de suas almas: paraíso ou inferno.

Alguma semelhança com a Comunhão dos Santos católica?

À primeira vista, nenhuma, pois esta verdade ─ consignada no nono artigo do nosso Credo ─ não é passível de ser pesada por mãos humanas.

Mas na balança divina, sim.

A Igreja Católica é o conjunto de todos os Santos do Céu ─ notadamente de Nossa Senhora ─, do Purgatório e da Terra, em comunhão, incluindo as coisas santas: graças, boas obras e méritos.

As graças são os benefícios e favores que a vida sobrenatural nos proporciona, de modo especial pela intercessão dos santos junto a Jesus Cristo.

Aspecto da glória celeste

Os créditos que sobram aos que estão na glória fazem parte do tesouro da Igreja, que é sem limites devido aos méritos infinitos da Paixão de Nosso Senhor.

Esses benefícios são postos em circulação ─ através da Comunhão dos Santos ─ para todos os que mereçam. Em contrapartida, ninguém está dispensado do dever de imitar os bem-aventurados, dar o bom exemplo aos concidadãos, fazendo portanto depósitos no banco dos tesouros espirituais. É a garantia possível para que o coração da gente (a alma) não seja rejeitado na prova da balança de Deus, desmerecendo assim o Paraíso.

Pois, segundo o Apóstolo São Paulo, “nenhum de nós vive para si, e ninguém morre para si” (Rm 14,7): “se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele” (I Cor 12, 26), numa visualização do Corpo Místico de Cristo.

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ORAÇÃO DO CREDO

CREIO em Deus Pai todo-poderoso, criador do Céu e da Terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

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